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quinta-feira, 18 de outubro de 2012

papa-lagarta-acanelado

papa-lagarta-acanelado (Coccyzus melacoryphus)

Classe: Aves
Ordem: Cuculiformes
Família: Cuculidae

Possui cerca de 28 cm.
Vive escondido entre as folhagens de matas e capoeiras espessas, vegetação ribeirinha, no estrato médio.
Ocorre no norte da América do Sul até a Bolívia, Paraguai e Argentina. No Brasil todo.
Se alimentam principalmente de artrópodes, como gafanhotos, percevejos, aranhas e miriápodes. Também comem pequenos vertebrados como lagartixas e ratinhos.
Tem como hábitos tomar sol e se banhar na poeira.
Não são parasitas. O casal cria em um ninho pequeno, feito por eles mesmos.Os filhotes deixam o ninho antes de poder voar e são alimentados por algumas semanas pelos pais ou padrastos. Os ovos são verde uniforme.
Estão fora de perigo de extinção.

A foto à direita foi tirada na margem direita do rio Abobral, dentro da fazenda Xaraés, no Pantanal sul-matogrossense, município de Corumbá. A segunda foi na beira da ressaca da Anágua, um pequeno lago dentro do lago Mamirauá, na RDS Mamirauá.



Fontes:

Ornitologia Brasileira - Helmut Sick
www.wikiaves.com.br

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Corta-água


Corta-água (Rynchops niger)

Classe: aves
Ordem: charadriiformes
Família: rynchopidae

Belíssima e diferente ave com uma posição taxonômica complicada. Alguns propõem como subfamília Laridae, mas segundo o Comitê Sul-americano de Classificação faz parte de uma família própria.
Possui a mandíbula maior do que a maxila e o bico é provido de uma grande quantidade de vasos sanguíneos e nervos, facilitando a orientação tátil durante as pescarias. O ponta do bico se quebra eventualmente e também se regenera. A forma do bico impossibilita o corta-água de obter alimentos do solo.
É a única ave que possui as pupilas em forma de fenda, mas os olhos são pequenos.
Mede cerca de 50cm.
Podemos observar Ryncops niger em atividade tanto de dia quanto de noite, mas frequentemente vemos os animais descansando nas praias durante o dia.
Se alimenta de peixes pequenos e crustáceos que ficam próximos à superfície da água e o faz de um modo bem peculiar, voando rente à água, com o bico aberto, sendo que a mandíbula passa parte dentro da água, como se a cortasse.
Deposita de 1 a 3 ovos, amarronzados e com manchas em buracos na areia nas praias fluviais. vários casais nidificam próximos e também perto de outras espécies como trinta-reis (Phaetusa simplex) e trinta-réis-anão (Sterna superciliaris). Já visitei praias em que esses animais ovipõe na região do rio Negro, próximo ao Parque Nacional do Jaú (chamada Praia da Velha) e no rio Japurá, próximo à Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá.
Ocorrem da Argentina aos Estados Unidos, incluindo as ilhas do Caribe e no Brasil todo.
Habita praias fluviais, margem de rios e lagos florestados e migra até regiões da orla marítima e estuários, mas fora do período de reprodução.
Embora pareça que a população de corta-água venha declinando, ainda é muito grande e a espécie possui uma distribuição bastante grande, o que confere a ela o status de fora de perigo de extinção.
As duas primeiras fotos foram tiradas na comunidade Caburini, RDS Mamirauá, durante a seca de 2009; a terceira foi na Pousada Uacari, também RDS Mamirauá; a quarta foi no rio Negro em 2010; e a última foi na Pousada Xaraés, município de Corumbá/MS, pantanal, junto de indivíduos de tapicuru-da-cara-pelada (Phimosus infuscatus)

Fontes:
Ornitologia Brasileira - Helmut Sick
Aves do Brasil - Tomas Sigrist
Complete Brids fo North America - National Geographic

www.iucnredlist.org
http://www.museum.lsu.edu/~Remsen/SACCBaseline02.html

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Canário-da-terra


Canário-da-terra (Sicalis flaveola)

Classe: aves
Ordem: passeriformes
Família: emberezidae

Estava assistindo SPTV hoje e uma das reportagens foi sobre a apreensão em São Paulo de centenas de canarinhos que vinham transportados em gaiola do interior do Estado. Procurei a notícia nos sites da Folha de São Paulo, Estado de São Paulo e da Globo.com, mas não consegui achá-la para divulgar aqui. O tráfico de animais - e canários-da-terra são um dos mais procurados - é comum, mas a imprensa não divulga como necessário. Então o bicho de hoje é nosso bonitinho e simpático canarinho.
Embora seja muito caçado, principalmente porque seu canto é bastante melodioso, o canário-da-terra está fora de perigo de extinção, ao menos por enquanto. Isso se deve ao fato da espécie ocorrer em uma área bem ampla no continente americano, se estendendo do Uruguai à Bolívia e no Brasil do Rio Grande do Sul ao oeste do Mato Grosso e até o Maranhão, incluindo as ilhas do litoral de São Paulo e Rio de Janeiro. Há populações disjuntas no oeste do Peru e Equador, no norte da América do Sul, entre a Guiana Francesa e a Colômbia e nas Antilhas Holandesas, Aruba, Ihas Caiman, Porto Rico e Trinidad e Tobago. A espécie foi introduzida nos EUA, Jamaica e Cuba.
Habita áreas abertas e semi-abertas, campos sujos, campos limpos, pastos, caatingas, plantações e fazendas. Podem ser prejudiciais aos arrozais, uma vez que se alimentam em bandos desse grão.
O macho é amarelo escuro, com estrias pretas nas asas e as fêmeas são pardo-oliváceas. Possuem cerca de 13-14cm.
Se alimenta de sementes.
Costuma nidificar (o ninho é uma cestinha) em buracos ou cavidades naturais, ninhos de joão-de-barro (Furnarius rufus) ou ninhos de gravetos de outros furnarídeos. Podem nidificar em caixas ou bambus perfurados e até mesmo em caveiras de boi. Podem chocar até 3 vezes no ano. Quando da época de reprodução vivem em casais e durante o acasalamento o macho canta no seu território a partir de locais elevados.
As 3 fotos foram tiradas de lugares diferentes: a primeira foi no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, a segunda na cidade de Itacarambi/MG no Vale do Peruaçu e a última na Fazenda Xaraés, no município de Corumbá/MS - Pantanal.

Fontes:

Ornitologia Brasileira - Helmut Sick
Aves do Brasil - Tomas Sigrist
www.iucnredlist.org

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Periquitão-maracanã


Periquitão-maracanã (Aratinga leucophthalma)

Classe: aves
Ordem: psittaciformes
Família: psittacidae

Mais uma espécie dessa bonita e curiosa família para o blog. Ao contrário de muitos outros animais, A. leucophthalma se beneficia com os desmatamentos, pois é uma espécie sinantrópica e que habita a orla da mata, plantações, florestas, áreas abertas e semi-abertas, manguezais, cerrados, matas de galeria e logicamente cidades. As duas primeiras fotos foram tiradas na cidade de Manaus/AM e a terceira em Campinas/SP.
Ocorre em todos os biomas brasileiros, do Rio Grande do Sul ao Amazonas e Amapá. Ausente no norte da Amazônia, parte do Nordeste e Centro-Oeste. Vai do Uruguai e Argentina ao Equador, Guianas e Suriname e possui distribuição disjunta na Venezuela. Sempre a leste dos Andes.
Possui cerca de 33cm e não tem dimorfismo sexual. Costumam voar em bandos grandes, chegando até a 40 ou mais indivíduos.
Se alimentam de frutos (manga na primeira foto e goiaba na segunda), brotos, flores e folhas. Schubart et al 1965 encontrou insetos no estômago de alguns indivíduos.
Podem nidificar em paredões rochosos onde também costumam pernoitar. Também descansam em plantações e sob o telhado das casa, outro local propício aos ninhos.
Vocalizam muito e alto, mas quando estão em uma árvore é sempre muito difícil de achá-los devido à sua coloração camuflante com as folhas.
A espécie está fora de perigo.

Fontes:

Ornitologia Brasileira - Helmut Sick
Aves do Brasil - Tomas Sigrist
www.iucnredlist.org
De Faria I.P. Peach-fronted Parakeet (Aratinga aurea) feeding on arboreal termites in
the Brazilian Cerrado. Revista Brasileira de Ornitologia 15(3):457-458
setembro de 2007

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Tuiuiú

Tuiuiú (Jabiru mycteria)

Classe: aves
Ordem: ciconiiformes
Família: ciconiidae

Belíssimo animal é a maior ave voadora do Brasil. Possui mais de 1 metro de altura, envergadura de aproximadamente 2,5m e chega a pesar 8kg.
A cabeça e o pescoço são nus e o colar vermelho é uma região altamente irrigada por vasos sanguíneos que altera de tonalidade dependendo do grau de excitação ao atividade do animal.
Por vezes observamos grandes bandos desses animais, especialmente na época de vazante e seca no Pantanal, momento esse em que os peixes estão aprisionados em poças rasas, sendo alvo fácil de predadores como tuiuiús, outras cegonhas e garças. Normalmente esse fenômeno dura poucos dias, pois as aves acabam com todo o recurso e movem-se para outro local.
O tuiuiú se alimenta preferivelmente de peixes, destaque para o muçum (Synbranchus sp.), pequenos jacarés, cobras, anuros e alguns invertebrados.
Nidifica em árvores altas, como as piúvas (Tabebuia sp) no Pantanal. A segunda e a terceira fotos mostram dois ninhos na região do Abobral, Corumbá/MS. O tuiuiú ás vezes utiliza o mesmo ninho em cada período de reprodução, aumentando com galhos sempre. Encontramos ninhos de caturrita (Myiopsitt monachus) associados aos de J. mycteria. O casal cuida de 2 a 3 filhotes.
A última foto é um filhote que achei no chão, após um forte temporal ter derrubado o ninho inteiro. Criei o animal por cerca de 3 meses, quando já possuía o "colar" avermelhado. Depois disso o pessoal da Pousada Xaraés terminou de cuidar até ele ficar independente.
Não costumam produzir nenhum som à exceção do bater de bicos.
Fazem termorregulação urinando nas pernas o que provoca um refrescar imediato com a evaporação da urina.


Habita margens de rios (como a terceira foto, tirada no arquipélago de Mariaú - o maior arquipélago fluvial do mundo - rio Negro, Barcelos/AM), lagos, campos úmidos e áreas abertas. Ocorre do México à Argentina, por quase todo o Brasil, excetuando-se parte dasa regiões Nordeste, Sudeste e Sul. Aparece como visitante no Panamá, Granada, Uruguai, EUA e Trinidad e Togabo.
É considerada uma espécie fora de perigo.

Fontes:

Ornitologia Brasileira - Helmut Sick
www.iucnredlist.org
www.fishbase.org