quinta-feira, 13 de abril de 2017

saracura-do-mato

saracura-do-mato (Aramides saracura)

Classe: Aves

Ordem: Gruiformes

Família: Rallidae

Hoje vamos falar um pouco de uma espécie que ocorre no sudeste e no sul do Brasil, mais especificamente do norte do Rio Grande do Sul ao Nordeste de Minas e Espírito Santo. Ocorre também no sul do Paraguai e nas regiões de Corrientes e Missiones na Argentina (olhar mapa abaixo, à direita).

Espécie com cerca de 37 centímetros e 500 gramas de peso. As espécies do gênero Aramides são similares e A. saracura pode ser distinguível pela plumagem acizentada nas partes inferiores.

Habita áreas pantanosas e brejosas e também em matas ciliares. As fotos foram tiradas em locais e habitas diferentes. A foto da direita foi no Jardim Botânico de São Paulo, logo no córrego da entrada. Estava sozinha e procurando alimento. A foto da esquerda foi tirada na Fazenda Montanhas do Japi (Jundiaí), em uma área aberta adjacente à mata. Havia várias saracuras correndo pra lá e pra cá, próximas à sede da fazenda.

São onívoras. Se alimentam de ovos de anuros, mas provavelmente também comam insetos e pequenos animais. O indivíduo da Serra do Japi se alimentava das sementes do capim.

Ao que tudo indica, se reproduzem em arbustos próxi
mos ao solo, com 4 a 5 ovos. Não há dimorfismo sexual, ou seja, não dá para distinguir macho e fêmea apenas observando os indivíduos.

A saracura-do-mato está fora de perigo de extinção, mas suas populações aparentemente estão em declínio.

Fontes:

Aves do Brasil: uma visão artística - Tomas Sigrist

www.iucnredlist.org

www.wikiaves.com

sexta-feira, 7 de abril de 2017

araçari-de-bico-marrom

araçari-de-bico-marrom (Pteroglossus mariae)
Classe: Aves

Ordem: Piciformes

Família: Ramphastidae

Mais um belo araçari de distribuição amazônica. Seu nome é interessante e a criatividade vai longe. Pteros significa asa e glossa, língua. Mariae é homenagem à Grã-duquesa Maria, filha do Czar Nicolau I, da Rússia. O Comitê Sul-americano de Classificação de Aves não a considera como uma espécie plena, no entanto há controvérsias sobre a classificação da espécie. O Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos, sim, considerada como uma espécie separada.

Ocorre ao sul do rio Solimões, no Brasil, Peru e Bolívia.

Habita florestas até 1400 metros de altitude, em áreas de terra-firme e várzea, em bordas de mata e fragmentos florestais. Tirei essa foto no Ramal 007, da Estrada da Emade, em Tefé,  em uma área relativamente bem preservada, com interessantes fragmentos de floresta, recortados bom algumas áreas de roça de mandioca.


Provavelmente, assim como outros Pteroglossus, se alimenta de frutos (embaúbas, palmeiras) e pequenos animais, incluindo predação de ninhos de aves.

Fontes:

www.wikiaves.com.br

http://www.museum.lsu.edu/~Remsen/SACCBaseline.htm

terça-feira, 4 de abril de 2017

rabo-branco-amarelo

rabo-branco-amarelo (Phaethornis philippi)

Classe: Aves

Ordem: Apodiformes

Família: Trochilidae

Sempre difícil de identificar as espécies desse gênero. O canto é um grande diferencial, mas às vezes nem dá tempo de ouvir direito. E beija-flores, sabe como são, muito rápidos, muitas vezes complicado de observá-los com precisão.

Espécie amazônica, ao sul do Solimões. Além do Brasil, também ocorre na Bolívia e no Peru.

O ninho de P. philippi, como os de seus congêneres, possui forma cônica, com um adorno pendurado que pode ter a função de contrapeso. É feito de material macio, como alguns tipos de paina e outros materiais vegetais. São suspensos nas faces interiores de folhas de palmeiras, samambaias, etc.

Se alimenta de néctar, mas também pode caçar pequenos artrópodes.


A foto foi tirada no Ramal da Paz, no 12 km da Estrada da Emade, em Tefé.

Fontes:

Ornitologia Brasileira - Helmut Sick

segunda-feira, 3 de abril de 2017

sagui-pigmeu

sagui-pigmeu (Cebuella pygmaea)
Classe: Mamíferos

Ordem: Primatas

Família: Callitrichidae

É o menor primata do Novo Mundo.  Chega, no máximo, a cerca de 35 centímetros, contando com a cauda. Pesa menos de 100 gramas.

Ocorre ao sul do rio Solimões, a oeste do rio Purus, na Bolívia, Brasil (Amazonas, Acre e Rondônia), Colômbia, Equador e Peru.

Habita florestas nas margens dos rios, em áreas preservadas. Também podem ocorrer em florestas secundárias (a foto foi tirada no km 18 da Estrada da Emade, Tefé, na borda de uma mata secundária de terra firme).

É uma espécie primariamente arbórea, utilizando pouco o solo. Utiliza buracos nas árvores para se abrigar.

Vivem em pares e com seus filhotes. O macho ajuda na criação do filhote, carregando-o quando necessário. Normalmente nascem dois filhotes por ninhada, duas vezes ao ano.

Se alimentam de insetos e resinas das árvores (frutos provavelmente. O indivíduo da foto estava se alimentando de frutos de embaúba – Cecropia sp.).


A espécie é considerada comum, mas é de difícil observação. Está fora de perigo, mas a população está em declínio.

Fontes:

www.iucnredlist.org

Mammal of the Neotropics (The Central Neotropics) – John Eisenberg e Kent Redford 

terça-feira, 21 de março de 2017

Identificação das borboletas

Acho que em algumas postagens eu esqueci de dizer sobre duas pessoas muito importantes e que me ajudam na identificação das borboletas:

- Dra. Rosamary Vieira e Dr. Márcio Uehara.

Muito obrigado pela ajuda!

Anartia jatrophae

Anartia jatrophae

Classe: Insetos

Ordem: Lepdoptera

Família: Nymphalidae

Borboleta do continente americano, ocorre do centro-sul dos Estados Unidos (pra onde migra) até a Argentina. Comum em áreas tropicais e sub-tropicais.

Habita áreas abertas, úmidas e até locais mais urbanizados e antropizados.

Dentre as plantas hospedeiras das lagartas estão o bacopá (Bacopa monnieri), Ruellia, Blechnum, Phyla, erva-cidreira (Melissa officinalis), Menta (Mentha sp) e erva-cidreira-brasileira (Lippia alba). Os adultos se alimentam de erva-baleeira (Cordia verbenaceae), cipó-guaçu (Caesaria sylvestris), picão-preto (Bidens pilosa) dentre outras.

Os machos patrulham ou perseguem outros machos (para assegurar o uso das áreas de alimentação) e fêmeas para localizar as fêmeas para se reproduzir. Um estudo no sul da Flórida demonstrou que os machos são territorialistas.

A foto foi tirada na região da Estrada da Emade, no município de Tefé, Amazonas.

Fontes:

Host plant-based territoriality in White peacock butterfly, Anarthia Jatrophae (Lepdoptera: Nymphalidae)


http://www.butterfliesandmoths.org/species/Anartia-jatrophae

quarta-feira, 1 de março de 2017

bico-de-brasa-de-testa-branca

bico-de-brasa-de-testa-branca (Monasa morphoeus)

Classe: Aves

Ordem: Galbuliformes

Família: Bucconidae

Bonita e simpática espécie que ocorre em grande parte do Brasil (Mata Atlântica e Amazônia - Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Mato Grosso ao Acre) e na América Latina até Honduras.

Muito confiada, responde muito bem ao playback. Ao ouvir o som, chega perto e fica alguns minutos parada (provavelmente é um hábito do gênero, pois Monasa nigrifrons também deixa se aproximar bastante). Ocorre em bordas e no interior de matas, empoleirando nos estratos médio e alto das árvores. Já observei a espécie em alguns fragmentos de mata na região de Tefé (a foto foi tirada no Ramal da Paz, 12 km da Estrada da Emade), mas sempre naqueles mais bem preservados, mesmo que recortados por algumas áreas de roça.

Se alimenta de artrópodes. Assim como outras espécies da família, fica a espreita, no galho, e voa em direção ao inseto. Volta ao mesmo local ou próximo dele. Também pode seguir bandos mistos de aves e de macacos, capturando os pequenos animais que estão em fuga.

Nidificam em buracos no chão ou em barrancos. Deposita três ovos. OS filhotes são alimentados pelos pais e por outros indivíduos do bando (o máximo que vi juntos foram 4 indivíduos).

Está fora de perigo de extinção.

Fontes:

Ornitologia Brasileira - Helmut Sick

www.wikiaves.com

www.birdlife.org