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segunda-feira, 10 de novembro de 2014

udu-de-coroa-azul

udu-de-coroa-azul (Momotus momota)

Classe: Aves
Ordem: Coraciiformes
Família: Momotidae

Lindíssima aves de tons coloridos e chamativos. Chega a 44 centímetros e pesar cerca de 145 gramas.
Ocorre do sudeste ao norte do Brasil e em partes do nordeste. Também do norte do Paraguai ao Equador, Colômbia à Guiana Francesa, sempre a leste dos Andes.
Habita em florestas densas ou abertas, matas de galeria e ciliar, cerradões, plantações e cidades, desde que relativamente arborizadas.
É onívoro, comendo frutos (açaí, na foto), artrópodes, minhocas, pequenos peixes, pequenos mamíferos, aves e seus filhotes. Quando captura alguma presa grande, bate ela contra um galho, para matá-la, antes de comer.
Normalmente está sozinho ou em casal, sendo sempre muito discreto.
Nidifica no solo ou em barrancos, fazendo um túnel que pode chegar a 4 metros de profundidade, mas é estreito. Deposita 3 ou 4 ovos brancos. Se reproduz entre julho a novembro.
Está fora de perigo de extinção, mas os números das populações estão caindo. Embora tenha certa flexibilidade ecológica, a espécie desapareceu em áreas de monocultura e pecuária extensiva, devido a completa remoção da cobertura vegetal natural.
Essa fotografia foi tirada em uma base de pesquisa do INPA, na FLONA Tapajós, município de Belterra.
O download do som pode ser feito aqui: http://www.xeno-canto.org/species/Momotus-momota

Fontes:

Iconografia das Aves do Brasil. Volume 1, bioma Cerrado - Tomas Sigrist
Aves do Brasil. Pantanal e Cerrado. - John A. Gwynne, Robert S. Ridgely, Guy Tudor e Martha Angel
www.wikiaves.com.br
www.iucnredlist.org

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

anu-preto

Nome: anu-preto (Crotophaga ani)
Classe: Aves
Ordem: Cuculiformes
Família: Cuculidae

Ave muito comum no Brasil todo, inclusive em regiões urbanas. Habita bordas de matas, áreas abertas, capinzais, capoeiras, beiras de estradas, matas secas, mesófilas e de galeria, mas também é possível encontrá-la em ambientes mais florestais, como as matas de várzea amazônicas, contudo, nunca no interior da floresta. Nas cidades, habitam áreas com um pouco mais de plantas (na minha casa, em Tefé/AM, sempre aparece algum bando nos arbustos e no terreno baldio ao lado).
Vive em bandos, por vezes maiores do que 10 indivíduos, frequentando árvores baixas e muitas vezes no chão (ou se empoleiram em cercas). Em dias muito quentes, é possível observar o anu-preto de asas e bico abertos, para refrescar.
É essencialmente insetívoro, consumindo grilos, gafanhotos, cupins e outros insetos maiores. Também se alimenta de algumas espécies de frutos.
Os casais procriam em ninhos coletivos, contendo até 50 ovos (esverdeados ou azulados) e podem ser ajudados por alguns jovens. Nem todos os ovos eclodem. Cresce até 36 cm.
Ocorre em todo o Brasil, do norte da Argentina ao Equador, Colômbia, Venezuela, Guianas e Suriname, ilhas do Caribe, América Central até os Estados Unidos.
Está fora de perigo de extinção.
A foto foi tirada no campus do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, na cidade de Tefé, Amazonas.

Fontes:

Aves do Brasil, volume 1 - Bioma Cerrado. Tomas Sigrist
www.iucnredlist.org
Para ouvir e baixar os sons: http://www.xeno-canto.org/explore?query=crotophaga+ani

segunda-feira, 13 de maio de 2013

araracanga

araracanga (Ara macao)

Classe: Aves
Ordem: Psittaciformes
Família: Psittacidea

Manaus ainda proporciona o prazer de ouvir algumas aves cantando e, surpreendentemente para uma capital de 2 milhões de habitantes, os gritos estridentes da araracanga são relativamente comuns. Final de tarde no Conjunto Tiradentes pode ser um espetáculo de araracangas voando e cantando. Muitas vezes elas param nas embaúbas (Cecropia sp.) da, sôfrega, porém lutadora mata ciliar do igarapé do Mindú. E nessas horas que eu saio correndo para tentar alguma imagem.
Ara macao é uma ave grande, com cerca de 89 cm, de vermelho muito vivo. É semelhante à A. chloroptera, mas possui coloração amarela na parte média das asas, ao contrário da segunda, que possui cor verde.
É um animal frugívoro. Constrói seu ninho em ocos de árvores altas. A nidificação ocorre entre dezembro e março.
Vive em grupos. Observo, normalmente, em grupos de 5 a 10 indivíduos.
Habita florestas úmidas, matas ciliares, clareiras com algumas árvores, matas de várzea e, como vimos, inclusive cidades que ainda possuem alguma vegetação. Ocorre no Mato Grosso, Maranhão e todas a região norte do Brasil. Da Bolívia ao Equador, Guiana Francesa à Colômbia. Ocorre também na América Central, mas foi possivelmente extinta de parte de sua área de ocorrência nesse Continente.
É considerado fora de perigo de extinção, mas com o número em declínio.
Fotos:
1 - Voando sobre Manaus.
2 -  Empoleiradas nas embaúbas do igarapé do Mindú.
3 - Casal no cano do Apara, RDS Mamirauá.
4 - Indivíduo na entrada do ninho em um tacacazeiro no cano do lago Mamirauá, RDS Mamirauá.

Fontes:
www.iucnredlist.org
www.wikiaves.com.br




domingo, 24 de março de 2013

tiê-sangue

tiê-sangue (Ramphocelus bresilius)

Classe: Aves
Macho adulto
Ordem: Passeriformes
Família: Thraupidae

Belíssima espécie endêmica do Brasil, ocorre no bioma Mata Atlântica, de Santa Catarina a Paraíba. Embora a Mata Atlântica esteja sob grande ameaça, o que reduz a área de ocorrência dos animais que ali vivem, o tiê-sangue é considerado fora de perigo de extinção, pois ainda há bastantes indivíduos registrados.
Habita capoeiras, beiras de mata, restingas, plantações e até em parques e praças nas cidades.
É uma espécie frugívora, mas também pode se alimentar de pequenos insetos e suas larvas. Foi beneficiado pela cultura de bananas no Sudeste brasileiro, pois representa uma importante fonte de alimentação.
Macho sub-adulto
A reprodução ocorre na primavera e no verão. A maturidade sexual se dá no primeiro ano de vida, mas o macho só adquire a plumagem vermelho-vivo no segundo ano. A fêmea deposita entre 2 a 3 ovos azulados com pintas pretas e apenas ela choca. Após a eclosão, vários indivíduos cuidam da prole. São duas a três oviposições por temporada e o choco dura 13 dias. A independência dos filhotes é após 35 dias. Os ninhos de R. bresilius são parasitados pelo chopim (Molothrus bonairenses).
Pesa cerca de 31 g e mede 19 cm. O macho é de cor vermelho-vivo com partes pretas e a fêmea é marrom. O macho imaturo é similar à fêmea.
A foto à direita foi tirada no Parque Estadual da Ilha do Cardoso, lioral sul do estado de São Paulo; a foto à esquerda é da trilha da Urca, Rio de Janeiro.

Fontes:

www.wikiaves.com.br
www.iucnredlist.org

sábado, 2 de março de 2013

coleirinho

coleirinho (Sporophila caerulescens)
Macho

Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Famílai: Emberezidae

Também chamado de papa-capim, é uma das aves mais comuns e abundantes do gênero. Apesar de ser uma espécie alvo do tráfico ilegal de animais, procurada pelo seu canto, é considerada fora de perigo de extinção. De acordo com a IUCN, a população está aumentando, possivelmente devido ao desmatamento e a criação de novas áreas abertas.
Vive em áreas abertas e capinzais. Ocorre praticamente em todo o Brasil, mas mais comum nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Também ocorre no norte da Argentina, Paraguai e Bolívia.
Vive em bandos de 6 a 20 indivíduos, alimentando-se de sementes de gramíneas. Assim como outros papa-sementes, ficam em pé sobre a haste do capim, onde se encontram as sementinhas.
Fêmea se alimentando
Se reproduz entre os meses de outubro e fevereiro e, nessa época, ficam em casais. O macho constrói o ninho, feito de gramíneas, raízes e outras fibras, e defende seu território contra outros machos co-específicos. A fêmea deposita dois ovos e pode chocar entre três a quatro vezes por ano. Em 13 dias os filhotes abandonam o ninho e em pouco mais de um mês já estão independentes. A maturidade sexual se dá ainda no primeiro ano. Vivem cerca de 10 a 12 anos.
Mede por volta de 12 cm. O macho é cinza e branco, com um colar preto bem evidente. Possui bico amarelado. A fêmea é parda, mais escura nas costas.
As duas primeiras fotos foram tiradas no Jardim Botânico do Rio de Janeiro e a segunda em um hotel fazenda na cidade de Cássia dos Coqueiros, interior de São Paulo.
Macho

Fontes:

www.iucnredlist.org
www.wikiaves.com.br


quarta-feira, 12 de setembro de 2012

saí-amarelo

saí-amarelo (Dacnis flaviventer)

Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Família: Thraupidae

Possui cerca de 11 cm. O macho é amarelo e preto, com o alto da cabeça verde e a fêmea é pardo-esverdeada e de barriga acizentada. Ambos possuem o olho vermelho. Belíssima espécie amazônica. Habita a beira da rios e lagos em áreas mais arborizadas, mas também em capoeiras e clareiras próximas à árvores esparsas. O indivíduo da foto estava em uma ilha no rio Negro. Ocorre do alto Amazonas ao rio Negro, Bolívia e norte do Mato Grosso.
Se alimentam de pequenos frutos, pedaços de frutas maiores, folhas, botões, néctar, pólen e pequenos insetos.
Aos 10 meses de idade ficam maduros. A ninhada é de 2 a 3 ovos e são até 3 ninhadas por estação. Após 13 dias os filhotes nascem.
Estão fora de perigo de extinção, mas a população está em declínio.

Fontes:

Ornitologia Brasileira - Helmut Sick
www.iucnredlist.org
www.wikiaves.com.br

terça-feira, 21 de agosto de 2012

pica-pau-de-topete-vermelho

pica-pau-de-topete-vermelho (Campephilus melanoleucos)

Classe: Aves
Ordem: Piciformes
Família: Picidae

Os pica-paus possuem a musculatura do pescoço muito forte e adaptações especiais nas vértebras, no crânio e no próprio pescoço, de modo a proteger o cérebro das trepidações quando o animal "pica" a árvore. São animais trepadores e a cauda é transformada em um órgão de apoio nas árvores.
C. melanoleucos é muito parecido com a espécie pica-pau-de-banda-branca (Dryocopus lineatus), porém distinguível pelo "V" branco nas costas e pela cabeça bem avermelhada. A fêmea possui a frente do topete preta e uma larga mancha branca que alcança o bico.
Ocorre do Panamá à Bolívia, Paraguai, Argentina e alguns estados brasileiros como o Paraná, Mato Grosso e Goiás. Também na Amazônia e no Pantanal. Habita matas de galeria, várzeas amazônicas, áreas abertas, palmais e fazendas.
Se alimentam de insetos e suas larvas. Conseguem ouvir o barulho desses animais no oco das árvores ou martelam a madeira para descobrir onde existem possíveis presas. Possuem uma língua longa e pegajosa que serve para espetar a presa. Algumas espécies como C. melanoleucos se alimentam também de frutos (bananas, mamão, laranja e embaúba).
Na época de reprodução, o casal de pica-pau-de-topete-vermelho se encontra após vôos em que produzem fortes zunidos com as asas. Normalmente o casal nidifica em árvores mortas, palmeiras e embaúbas, onde constróem um ninho em alguma cavidade da madeira. C. melanoleucos deixa uma camada de serragem no ninho. A fêmea deposita entre 2 a 4 ovos e ambos os sexos revezam-se na hora de chocar.
A espécie está fora de perigo, mas a população parece estar em declínio.
A primeira foto é de um macho, tirada na comunidade Sítio São José, na RDS Mamirauá, Amazonas; as outras duas são da Fazenda Nossa Senhora do Carmo, pantanal sul-matogrossense. Na segunda foto dá pra ver em detalhe a cauda apoiada no tronco da árvore e a terceira é uma fêmea.


Fontes:

Ornitologia Brasileira - Helmut Sick
www.iucnredlist.org

quinta-feira, 14 de junho de 2012

corrupião

corrupião (Icterus jamacaii)

Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Família: Icteridae

Belíssima ave brasileira de cores vivas e canto muito melodioso. Ocorre do leste do Pará a São Paulo, incluindo Goiás e o litoral do nordeste ao sudeste.
Habita áreas secas abertas, bordas de floresta e clareiras.
É onívoro, se alimentando de frutos, sementes, flores, artrópodes e outros pequenos invertebrados.Pode se alimentar da seiva das flores do mandacaru (Cereus jamacaru).
Constrói ninhos, mas também rouba ninhos de outras aves. Não os parasita, pois choca os próprios ovos. A maturidade sexual é a partir dos 18 meses. Coloca de 2 a 3 ovos em cerca de 2 ninhadas por estação. O filhotes nascem após 2 semanas.

A espécie está fora de perigo.

A primeira foto e a segunda foram tiradas no Sítio do Mocó, entorno do Parque Nacional Serra da Capivara. A terceira foi dentro do Parna, na Cerâmica.

Fontes:

www.wikiaves.com.br



domingo, 27 de maio de 2012

surucuá-de-barriga-vermelha

surucuá-de-barriga-vermelha (Trogon curucui)

Classe: Aves
Ordem: Trogoniformes
Família: Trogonidae

Os surucuás são belíssimas aves que ocorrem nas florestas tropicais e equatoriais em diversas partes do mundo. T. curucui ocorre na região nordeste do Brasil à Amazônia até a região do rio Negro. Pode ser encontrado também no norte da Argentina, Paraguai, Bolívia, Peru, Equador e Colômbia, sempre a leste dos Andes.
De um modo geral os surucuás possuem uma anatomia dos pés diferenciada em relação às outras aves, sendo dois dedos para frente (terceiro e quarto) e dois para trás (disposição heterodáctila). O bico é serrilhado e possui cerdas, que auxiliam na captura de insetos quando estas presas estão próximas à ave.
T. curucui habita capoeiras, matas secundárias, bordas de matas secas, buritizais (Mauritia sp.), cerradões, matas de galeria, matas de várzea e terra firme.
Os machos possuem a cabeça e o pescoço azulados, dorso verde, peito vermelho e cauda totalmente rajada de branco; as fêmeas também possuem o peito vermelho, mas a cabeça, pescoço e dorso são acizentado, cauda mais escura e branco na região ao redor dos olhos. Possuem cerca de 24-25 cm.
Nidifica em ocos de árvore ou em cupinzeiros arborícolas. Quando em cortejo, o macho oferece alimento para a fêmea e os dois se encarregam da escavação do ninho. A fêmea deposita de 2 a 4 ovos brancos ou cor de creme, cinza pálido ou verde desbotado. Ambos incubam os ovos e cuidam da prole. Se alimenta de insetos e outros artrópodes, eventualmente frutos.
São animais muito confiados, podendo ser observados de perto. Ótimos animais para se tirar foto.
A primeira foto foi tirada no Parque Nacional Serra da Capivara, região do município de Coronel José Dias, estado do Piauí; a segunda foi na Fazenda Nossa Senhora do Carmo, próxima à Pousada Xaraés, no município de Corumbá, estado do Mato Grosso do Sul, Pantanal sul-matogrossense; a terceira é da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, região do município de Uarini, estado do Amazonas. São, respectivamente, áreas de caatinga, capão com predominância de acuri (Attalea phalerata) e mata de várzea.
Está fora de perigo de extinção.

Fontes:

Aves do Brasil - Tomas Sigrist
Aves do Brasil - John Gwynne, Robert Ridgely, Guy Tudor e Martha Angel.
www.wikiaves.com
www.iucnredlist.org