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quinta-feira, 23 de outubro de 2014

maitaca-de-cabeça-azul

maitaca-de-cabeça-azul (Pionus menstruus)

Classe: Aves
Ordem: Psittaciformes
Família: Psittacidae

Pionus deriva do grego, pionos (gordo) e do latim, menstruus (mestrual), significando algo como "ave gorda com o crisso vermelho" (as penas subcaudais são vermelhas).
É a espécie substituta de Pionus maximiliani no centro norte do Brasil, ocorrendo de Goiás a Roraima, da Bolívia à Costa Rica, Venezuela à Guiana Francesa. Não ocorre nos Andes e a oeste deles. Vive em florestas de terra firme, matas primárias e secundárias e em áreas urbanas arborizadas (como alguns pontos de Tefé. Minha casa e o Instituto Mamirauá, com bastante árvore e próximos a um contínuo de florestas).
Vivem em bandos, e eu tenho o prazer de ver alguns, semanalmente, procurando açaí no quintal de casa, em Tefé. Sua dieta é essencialmente frugívora, mas aprecia, também, néctar, sementes e flores. É encontrada nos barreiros para se alimentar de terra, cuja função parece ser de neutralização de toxinas.
Vive nas copas e faz seus ninhos em ocos de árvores, assim como os outros psitacídeos. A fêmea coloca 3 a 4 ovos por estação.
A espécie está fora de perigo, mas a população está diminuindo.

Fontes:

Aves do Brasil - Tomas Sigrist
http://www.wikiaves.com.br/maitaca-de-cabeca-azul
www.iucnredlist.org
Para ouvir o som: http://www.xeno-canto.org/species/Pionus-menstruus

segunda-feira, 13 de maio de 2013

araracanga

araracanga (Ara macao)

Classe: Aves
Ordem: Psittaciformes
Família: Psittacidea

Manaus ainda proporciona o prazer de ouvir algumas aves cantando e, surpreendentemente para uma capital de 2 milhões de habitantes, os gritos estridentes da araracanga são relativamente comuns. Final de tarde no Conjunto Tiradentes pode ser um espetáculo de araracangas voando e cantando. Muitas vezes elas param nas embaúbas (Cecropia sp.) da, sôfrega, porém lutadora mata ciliar do igarapé do Mindú. E nessas horas que eu saio correndo para tentar alguma imagem.
Ara macao é uma ave grande, com cerca de 89 cm, de vermelho muito vivo. É semelhante à A. chloroptera, mas possui coloração amarela na parte média das asas, ao contrário da segunda, que possui cor verde.
É um animal frugívoro. Constrói seu ninho em ocos de árvores altas. A nidificação ocorre entre dezembro e março.
Vive em grupos. Observo, normalmente, em grupos de 5 a 10 indivíduos.
Habita florestas úmidas, matas ciliares, clareiras com algumas árvores, matas de várzea e, como vimos, inclusive cidades que ainda possuem alguma vegetação. Ocorre no Mato Grosso, Maranhão e todas a região norte do Brasil. Da Bolívia ao Equador, Guiana Francesa à Colômbia. Ocorre também na América Central, mas foi possivelmente extinta de parte de sua área de ocorrência nesse Continente.
É considerado fora de perigo de extinção, mas com o número em declínio.
Fotos:
1 - Voando sobre Manaus.
2 -  Empoleiradas nas embaúbas do igarapé do Mindú.
3 - Casal no cano do Apara, RDS Mamirauá.
4 - Indivíduo na entrada do ninho em um tacacazeiro no cano do lago Mamirauá, RDS Mamirauá.

Fontes:
www.iucnredlist.org
www.wikiaves.com.br




quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

onça-pintada - mais fotos

onça-pintada (Panthera onca)
RDS Mamirauá, Amazônia, Uarini/AM, seca de 2012 - fêmea

Novas e velhas fotos de onça.
Fazenda San Francisco, pantanal sul-matogrossense, Miranda/MS
Fazenda Nossa Senhora do Carmo (Pousada Xaraés), pantanal sul-matogrossense, Corumbá/MS - fêmea


Fazenda Nossa Senhora do Carmo (Pousada Xaraés), pantanal sul-matogrossense, Corumbá/MS - casal (macho à esq.)

sexta-feira, 30 de março de 2012

Arari



arari (Chalceus erythrurus)


Classe: Actinopterygii


Ordem: Cypriniformes


Família: Alestidae





Para alguns autores a família Alestidae é parte da família Characidae. São 110 espécies, sendo a grande maioria encontrada na África. O gênero Chalceus é o único da família que ocorre no continente americano e são 5 espécies desse gênero, todas encontradas na Bacia Amazônica. C. erythrurus ocorre no rio Amazonas/Solimões até o rio Ucayali no Peru.
Chega a medir até 21 cm, comum na Reserva de Desenvovimento Sustentável Mamirauá. Ocorre em rios, canos e igarapés de água branca em áreas com fundo lamoso e com folhiço. Durante a época de seca é muito fácil de observá-la próxima à superfície da água. Se alimentam de pequenos insetos e outros invertebrados diminutos.


É comercializado como peixe ornamental, contudo não é muito procurado.


Fontes:


Peixes ornamentais do Amanã – Alexandre Hercos, Helder Queiróz e Henrique Lazzarotto


www.fishbase.org


quarta-feira, 14 de março de 2012

gavião-caboclo - gavião-fumaça


gavião-caboclo (Heterospizias meridionalis)

Classe: Aves
Ordem: Accipitriformes
Família: Accipitridae

Essa vai pro meu amigo Zapa, pra ele nunca confundir o gavião-panema (do post de ontem) com o caboclo!
O nome caboclo vem da sua cor amarronzada e fumaça porque é uma ave que costuma seguir queimadas para capturar os animais que fogem desesperados do fogo. Já observei alguns indivíduos fazendo isso no Pantanal.
Se alimenta de cobras, lagartos, sapos, insetos, caraguejos e pequenos mamíferos. Assim como o gavião preto (Buteogallus urubitinga), rouba peixes de garças e tuiuiús em vôo.
Paira em correntes térmicas aos pares ou em grupos de até 100 indivíduos.
A repodução é entre julho e novembro. Deposita normalmente 1 ovo em ninhos construídos em árvores baixas ou palmeiras.
Habita cerrados, caatingas, campos sujos, savanas de cupim, pastos, plantações, buritizais, pantanais, banhados, manguezais, matas de galeria e ciliares, matas secas e matas ripárias. Não costuma frequentar áreas florestadas.
Ocorre do Uruguai à Costa Rica e em grande parte do Brasil. Também está presente em Trinidad & Tobago.
É considerada uma espécie fora de perigo.
Fotos: as duas primeiras foram tiradas no pantanal sul-matogrossense, região do municípiio de Corumbá/MS. A da direita foi na Fazenda Xaraés e a da esquerda na fazenda vizinha, a Nossa Senhora de Fátima. A última foto foi uma surpresa pra mim, pois foi no meio da floresta amazônica, na região do Lago dos Reis no município de Manaus/AM (estou com um pouco de dúvida e nçao consegui descobrir o lugar exato), já nas margens do rio Amazonas.
Fontes:

www.wikiaves.com.br
www.iucnredlist.org

Aves do Brasil - Tomas Sigrist

sábado, 3 de março de 2012

preguiça-bentinho



preguiça-bentinho (Bradypus variegatus)

Classe: Mammalia
Ordem: Xenarthra
Família: Bradypodidae

Os xenarthra são um grupo cuja evolução se deu na América do Sul e sua distribuição para as Américas Central e do Norte aconteceu apenas após a união desses continentes pelo Istmo do Panamá a cerca de 3 milhões de anos atrás.
A preguiça-bentinho pesa cerca de 4,3kg. Há dimorfismo sexual, e o macho possui uma mancha alaranjada nas costas e a fêmea não. A gestação dura entre 120 a 180 dias e os filhotes são dependentes da mãe por cerca de 6 meses, mas após o primeiro mês já se alimenta sozinho.
Se alimentam de folhas e flores e entre as árvores preferidas estão a embaúba (Cecropia sp.), figueiras (Ficus sp.) e a munguba (Pseudobombax munguba), esta última muito comum na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá. Seu metabolismo é bem peculiar, muito lento – cerca de 25% mais lento relativamente ao seu peso -, a digestão é tão devagar que pode levar até 250h para atravessar o complexo digestivo e a preguiça defeca apenas 1 vez por semana e sempre desce ao chão para fazer. Pouco se sabe a respeito da razão comportamento, uma vez que quando está no chão a preguiça fica muito vulnerável a predadores. Falando em predadores, gavião-real (Harpia harpija) e a onça-pintada (Panthera onca) são suas maiores ameaças. Sua melhor defesa é a camuflagem. Pode ficar muito tempo parada na mesma posição e em seus pêlos crescem algas, que ajudam a deixá-la ainda mais críptica.
Preguiças são ativas durante o dia e a noite. Outra coisa curiosa sobre esse animal é que seu ciclo circadiano não é sincronizado com as 24h diárias, como é conosco, mas dura cerca de 27h. Hélder Queiróz, pesquisador e diretor do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, sugere que auxilia o animal a utilizar mais eficientemente uma pequena área.
Possuem territórios de cerca de 2ha. Habitam tanto o interior da floresta quanto a borda, mas na várzea tem preferência pelos chavascais, áreas mais baixas que ficam alagadas por mais tempo. Na RDSM é comum vê-las principalmente entre os meses maio a julho, durante a época de cheia, quando migram para as mungubas que estão florindo na beira dos canos, paranás e rios.
Ocorre em partes do sudeste, nordeste e centro-oeste do Brasil, além de grande porção da região Amazônica. Também é encontrada da Bolívia ao Equador e Venezuela até Honduras. Está fora do perigo de extinção.
Todas as fotos foram tiradas na RDSM. A terceira foto é um macho, a primeira da direita a mãe e um filhote em uma munguba e a última é o filhote comendo o botão da flor de munguba.

Fontes:
Mamirauá. A guide to the natural history of the amazon flooded Forest. Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá.
Mammals of the neotropics – John F. Eisenberg e Kent H. Redford
A grande história da evolução – Richard Dawkins
www.iucnredlist.org

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Boto-vermelho



Boto-vermelho (Inia geoffrensis)

Classe: mammalia
Ordem: cetartiodactyla
Família: iniidae

O boto-vermelho como é conhecido na Amazônia é um animal um tanto quanto peculiar e você, leitor, vai entender o porque ao longo dessa postagem. Praticamente tudo que vou compartilhar aqui no blog eu devo à Vera da Silva, pesquisadora do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) e às minhas amigas Glória Hidalga, que no momento está fazendo mestrado na Espanha e à Deise Nishimura, ambas ex-estagiárias do programa "Boto-vermelho" da parceria Inpa-Idsm.
Inia geoffrensis é originário do Oceano Pacífico e entrou no ambiente que atualmente é a Amazônia a cerca de 20 milhões de anos, quando o rio Amazonas corria para oeste e os Andes ainda não tinham soerguido completamente.
Hoje em dia é uma espécie que sofre muita pressão antrópica, sendo alvo de pescadores predatórios que caçam esses animais para transformá-los em iscas de um peixe conhecido como piracatinga (Calophysus macropterus), que depois de pescado é exportado para países como a Colômbia e até para outras regiões do Brasil. Curiosamente não é muito apreciado pela população local. Desse modo as populações da espécie vêm declinando, mas a IUCN atualmente alega não possuir dados suficientes para definir em qual categoria que o boto-vermelho se encaixa, muito embora a última classificação tenha sido vulnerável.
Na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá há o projeto da professora Vera da Silva e do professor Tony Martim (Inglaterra) que estuda, entre outras coisas, a quantidade de animais que habitam e visitam a área. Parece que nos últimos 15 anos, a quantidade de botos diminuiu cerca de metade do que havia. Em um artigo de 2004 Martim e da Silva estimaram aproximadamente 13.000 botos na área de Mamirauá (11-18% das áreas de várzea da Amazônia brasileira).
O boto-vermelho ocorre no complexo Amazonas-Orinoco, incluindo o rio Negro, englobando o Brasil, Colômbia, Peru e Venezuela. É uma espécie típica de ambientes de várzea e igapó.
Possui algumas características bem particulares. A começar pelo melão bem desenvolvido, aquela protuberância na cabeça, um órgão sensorial, que o ajuda a perceber o ambiente que está em sua volta, como obstáculos, outros animais e presas. É como um sonar e o nome que se dá a esse fenômeno é ecolocalização. Possui olhos, mas são muito pequenos.
Outra característica marcante é o tamanho da boca, que é alongada e o ajuda a capturar peixes, suas presas principais, em emaranahados de raízes e locais de difícil acesso para quem tem "bico" pequeno. Além disso, possui dois tipos de dentes, os tradicionais cônicos e alguns semelhantes a molares, possibilitanto a ele capturar uma maior variedade de peixes.
É fácil de observar que o boto-vermelho não possui uma barbatana dorsal proeminente, ao contrário de outros golfinhos. Entretanto, suas nadadeiras são grandes e permitem ao animal se movimentar para frente e para trás, permitindo que ele entre na floresta alagada, em meio a árvores e outras plantas e consiga "dar ré" para fora. Outra coisa que o ajuda nessa tarefa é a não-fusão das vértebras do pescoço, dando mais maleabilidade ao corpo.
Botos dão à luz a um único filhote que fica com a mãe por cerca de 2 anos. Pode acontecer de a mãe estar com um filhotão, que já vai ficar independente, e ter um outro filhote, mas não é o caso mais comum. Os machos brigam ferozmente entre si pelas fêmeas, numa disputa que produz muitas cicatrizes e arranhões, deixando-os com a aparência roseada. Quando nascem são cinzas e vão perdendo pigmentação ao longo do tempo e umas das coisas que ajudam nessa perda, são exatamente as brigas. Normalmente machos adultos são mais rosas do que os outros indivíduos.
Mas algo novo e extraordinário que a Vera, Tony, Edinho (um morador da comunidade Vila Alencar e incrível conhecedor desses animais) e os estagiários descobriram foi que os machos, além de brigões, podem ser também gentlemans.
Eles pegam com a boca pedaços de pedra, porções de vegetação flutuante e até animais e mostram às fêmeas esses "presentes", num ritual de agrado a elas. É como nós humanos, que damos flores à namorada.
A relação mais estreita que há entre os indivíduos é entre mãe e filhote. Não vivem em grupos e quando observamos muitos animais juntos pode ser que seja por disputa pelas fêmeas ou um local com muito alimento e os indivíduos estão lá apenas por interesses próprios.
Podem viver cerca de 50 anos e a maturidade sexual começa pelos 5-6 anos nas fêmeas e 7-8 anos nos machos.
Se você for pra Mamirauá e observar botos com marcas no dorso, como letras e números, saiba que são animais que foram capturados pelo projeto da Vera e devolvidos à água. Nessa captura os pesquisadores tiram sangue, pedaços de tecido, pesam e medem o indivíduo, entre outras coisas. A marcação é para a observação diária de estagiários juntamente com o Edinho. Observando os botos diariamente é possível saber quais indivíduos vivem por aquela região, quem é filho de quem, etc. São mais de 15 anos de trabalho.
A primeira e quarta fotos são no lago Mamirauá; a segunda e terceira na entrada da RDS Mamirauá, no rio Japurá e a última em Novo Airão/AM, rio Negro.

Fontes:

A principal, como já disse, foram as conversas e palestras da Vera, Deise e Glória.

Martin, A.R., Da Silva, V.M.F. Number, seasonal movements, and residency characteristics of river dolphins in an Amazonian floodplain lake system. Can. J. Zool. 82: 1307–1315 (2004)

www.iucnredlist.org

domingo, 15 de janeiro de 2012

Tracajá


Tracajá (Podocnemis unifilis)

Classe: reptilia
Ordem: testudines
Família: podocnemididae

O tracajá é um quelônio amazônico encontrado nas bacias do Amazonas, Orionoco, Tocantins e Araguaia, ocorrendo no Brasil, Bolívia, Equador, Peru, Guianas, Suriname, Venezuela e Colômbia. Devido à grande pressão de caça que essa espécie sofre (para alimentação e comércio) as populações vem declinando. É considerada vulnerável pela IUCN e faz parte do apêndice II da Cites, o que significa que a espécie pode ou não estar ameaçada de extinção, mas cujo comércio deve ser evitado para a conservação.
Os machos adultos e os jovens (segunda foto - Comunidade Caburini, RDSM) possuem manchas amarelas na cabeça e as fêmeas, marrom.
Quando em época de seca a alimentação do tracajá se baseia principalmente em matéria vegetal, um pouco menos em sedimentos e também alguma coisa de matéria animal. Os jovens costumam se alimentar de matéria vegetal flutuante.
A desova dos tracajás é feita na época de seca (terceira foto - ressaca do Acácio no lago Mamirauá, setembro 2009), quando as praias ficam expostas e parece não se importar com a qualidade do substrato, pois desova em praias secas, lama semi-seca, barrancos nas margens dos rios, paranás e lagos. Não desova em grupo, como faz a tartaruga-da-amazônia (Podocnemis expansa). Constrói um ninho com cerca de 15cm de profundidade, colocando entre 11 a 35 ovos e a desova pode ser feita até duas vezes no mesmo ano. A incubação demora entre 50 a 70 dias e nem sempre os filhotes saem imediatamente do ninho após a eclosão. Quando saem, vão diretamente para a água.
A predação de ovos e filhotes é intensa. Lagartos, jacarés, peixes, aves e alguns mamíferos são os principais predadores naturais. O ser-humano costuma pegar ovos para comer. Quando adultos, além do ser-humano, a onça-pintada (Panthera onca) é um conhecido predador.
Como em outros répteis a temperatura dos ovos é que determina o sexo do animal. No tracajá, acima de 32°C gera fêmeas e abaixo, machos.
Existem algumas iniciativas para a conservação dos quelônios amazônicos. Na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (fotos 4 e 5 - soltura dos quelônios na Comunidade Novo Tapiira. Nesta foto temos, além de tracajá, tartaruga-da-amazônia e iaçá) e na RDS Uatumã projetos encabeçados pelos próprios comunitários estão tentando aumentar as populações desses animais. Atualmente o Instituto Mamirauá e o Idesam (um em cada reserva, respectivamente) colaboram e participam também. Mas há outros trabalhos em diferentes locais, como na Rebio Trombetas, mas esse eu não tive contato.

Fontes e mais informações:

Vismara, M. R. Influência do Mmanejo de ninhos de Podocnemis unifilis sobre o Desenvolvimento de embriões no lago Erepecu, REBIO-Trombetas (PA). Programa de Pós-graduação em Biologia de Água Doce e Pesca Interior, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia 2009.

Teran, A.F., Von Mülhen, E. M. Período de desova e sucesso reprodutivo do tracajá Podocnemis unifilis Troschel 1848 (Testudines: Podocnemididae) na várzea da RDSM - Médio Solimões, Brasil. Uakari

Salera Junior, G., Malvasio, A., Portelinha, T.C.G. Avaliação da predação de Podocnemis expansa e Podocnemis unifilis (Testudines, Podocnemididae) no rio Javaés, Tocantins. Acta Amazonica vol. 39(1) 2009: 207 - 214.

www.iucnredlist.org

www.cites.org

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Iratauá-pequeno




Iratauá-pequeno (Chrysomus icterocephalus)

Classe: aves
Ordem: passeriformes
Família: icteridae

Essa lindíssima ave pertence à mesma família dos não menos belos japiins e japós. Espécie amazônica, ocorre ao longo do complexo Solimões-Amazonas, desde o sopé dos Andes até a foz. Ocorre também do Amapá à Colômbia e localizado na fronteira de Roraima com a Guiana.
Habita beira de rios e lagos, pântanos, áreas de várzea, áreas úmidas em geral e brejos. Todas as fotos foram tiradas próximo à Pousada Uacari, Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, enquanto os animais "navegavam"junto à vegetação flutuante pelo cano do lago Mamirauá.
Provavelmente possuem hábitos alimentares semelhantes à outras espécies da família consistindo numa dieta onívora. Já observei (como na foto) esses animais comendo sementes de capim flutuante.
Seu ninho é uma cestinha aberta e tanto machos quanto fêmeas participam da construção dele.
O macho (última foto) é preto com o pescoço e cabeça amarelos brilhantes e a fêmea (primeira foto) olivácea, de cabeça também amarelada, porém mais clara. O indivíduo junto à fêmea na terceira foto é um macho sub-adulto.
Vivem em bandos.
A espécie se encontra fora de perigo.

Fontes:

Ornitologia Brasileira - Helmut Sick
Aves do Brasil - Tomas Sigrist
www.iucnredlist.org






Foto ganhadora da seção "Primeiras fotos" do Avistar 2011

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Dendropsophus leucophyllatus


Dendropsophus leucophyllatus

Classe: anphibia
Ordem: anura
Família: hylidae

Antiga Hyla leucophyllata.
Espécie amazônica, ocorre no oeste do estado do Amazonas, nas bacias do rio Negro e rio Solimões e do norte da Bolívia ao Equador e Colômbia, na divisa com o Brasil. Ambas as fotos foram tiradas dentro da Pousada Uacari, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá.
Possui hábitos noturnos e arborícolas, utilizando o sub-bosque de florestas primárias e secundárias, florestas alagáveis e bordas de mata.
Os ovos são depositados fora da água e os girinos se desenvolvem em pequenas poças de água.
Não há muita informação a respeito dessa espécie, mas os indivíduos que observei costumavam ficar perto da luz à procura dos insetos que caíam no chão ou na mesa embaixo das lâmpadas.
Existem duas formas apresentadas pela espécie, ambas mostradas nas duas fotos, mas infelizmente não consegui obter informações sobre isso.

Fontes:

www.iucnredlist.org
www.anphibiaweb.org

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Borboleta - Leopard-spotted Beauty


Baeotus deucalion

Classe: insecta
Ordem: lepidoptera
Família: nymphalidae

Quem me mostrou essa borboleta foi meu amigo e guia de Mamirauá Raimundo. As fotos, uma da face dorsal e outra da face ventral, foram tiradas na Pousada Uacari, na RDS Mamirauá.
É muito difícil achar informações sobre insetos em geral e mais especificamente sobre algumas espécies. Nesse caso, só posso fornecer algumas coisas bem gerais.
Borboletas tem um aparelho bucal sugador. Alimentam-se preferencialmente de néctar. São importantes polinizadores e sua beleza atrai pessoas do mundo todo para observá-las.

Fontes:

Rupert & Barnes. Zoologia dos invertebrados

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Parauacu

Parauacu (Pithecia pithecia)

Classe: mamíferos
Ordem: primatas
Família: cebidae

Nunca tinha visto essa espécie nas minhas andanças (poucas) pela Amazônia e ontem, fazendo um passeio pelo Bosque da Ciência, no Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), durante minha hora de almoço (ontem foi feriado e eu tive aula!!!), tive a chance de observar um grupo de parauacu. Deu pra chegar pertinho, mas as fotos deixaram um pouco a desejar.
O grupo que observei tinha por volta de uns 5-6 indivíduos e só vi uma fêmea. A literatura diz que esses animais vivem em grupos de 1 a 4 indivíduos. Normalmente os grupos são pares de adultos com o filhote, mas Lehman et al. 2001 colocam algumas dúvidas acerca do comportamento monógamo de P. pithecia.
Esses macacos se alimentam basicamente de frutos e sementes, porém também folhas e insetos em menor quantidade. Dá para observar na primeira foto que eles possuem dentes grandes e fortes o que o ajudam a quebrar sementes duras, o que os torna predadores de sementes. Desse modo não são bons dispersores.
Vivem em florestas primárias de terra firme, próximas aos rios, densas ou até mesmo matas secundárias e com certo distúrbio.
Ocorre no centro-norte da Amazônia, acima do rio Amazonas, incluindo, além do Brasil, Guiana, Guiana Francesa, Suriname e Venezuela.
Está fora de perigo.

Fontes:

Lehman, S. M, Prince, W., Mayor, M. 2001. Variations in group size in white-faced sakis (Pithecia pithecia): evidence for monogamy or seasonal congregations?

www.iucnredlist.org

Emmons, L. H. Neotropical rainforest mammals. 1999, 2ª ed. University of Chicago Press

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Andorinha-do-campo, Andorinha-azul e Andorinha-do-sul



Andorinhas

Classe: aves
Ordem: passeriformes
Família: hirundinidae

Sensacional união de aves migratórias que ocorre em Tefé e outras cidades da Amazônia. Curiosamente essas andorinhas gostam de pernoitar em frente à termoelétricas, como é o caso das fotos, tiradas em Tefé/AM. Nas duas primeiras fotos podemos observar apenas Progne tapera e Progne subis. Ambas as fotografias são de março, período que P. subis ainda está na Amazônia, vindo do hemisfério norte. Nas outras duas fotos (em agosto) ocorre ainda uma terceira espécie, Progne elegans, que migra do sul do continente americano. Não posso garantir que alguns indivíduos sejam residentes de Tefé, mas eu observei os animais nos postes de luz ao longo do ano todo.
Andorinhas são insetívoras e se alimentam em pleno vôo.
Progne tapera ocorre no Brasil e em toda a América do Sul, Panamá, Porto Rico e Estados Unidos; P. subis ocorre do Canadá à Argentina, passando pelas Antilhas. Consta que chega eventualmente até o Reino Unido; e P. elegans vive do Uruguai, Argentina, passando pelo Brasil, Paraguai, Bolívia, Peru, Colômbia e Panamá.
Todas as 3 espécies estão fora de perigo.
Link
Fontes:

www.wikiaves.com.br
www.iucnredlist.org

domingo, 13 de novembro de 2011

Tucano


Tucano (Ramphastos toco)

Classe: aves
Ordem: piciformes
Família: ramphastidae

Um dos símbolos da avifauna brasileira, animal que todo mundo aprecia e objeto de desejo para os turistas estrangeiros que visitam nosso país. O tucano ou tucanuçu é a maior espécie da família e é um animal relativamente comum. Prefere áreas abertas, cerrados, caatingas, ilhas fluviais, matas de galeria, pastos e até cidades. Nunca observei esse animal em mata fechada, onde parece dificilmente estar, mas já vi em embaubais (conjunto de Cecropia sp) próximos aos rios Solimões e Japurá.
Tem uma dieta bem diversificada, em que se alimenta se frutos e sementes, mas também de insetos, ninhegos e ovos de outras aves. É comum observar pequenos pássaros perseguindo ou espantando esses tucanos das redondezas.
Nidifica em barrancos ou ocos de árvores e coloca de 2 a 4 ovos. Podem ser presas de macacos (que atacam os ninhos) ou gaviões.
Algumas vezes observamos R. toco sozinhos, mas também podemos vê-los em bandos com certa frequência. Já observei no Pantanal e na Amazônia grupos de até 10 indivíduos.
Ocorre em grande parte do Brasil, da Argentina até as Guinas e Suriname e Peru.
Está fora de perigo.
As 3 fotos foram tiradas no Pantanal sul-matogrossense, região de Corumbá/MS, fazenda Xaraés e Nossa Senhora do Carmo. Na segunda foto o animal estava comendo frutos de carandá (Copernicia alba).
Fontes:

Sick, H. 1997. Ornitologia Brasileira
Sigrist, T. de A. 2006. Aves do Brasil - uma visão artística

www.wikiaves.com.br
www.iucnredlist.org

sábado, 15 de outubro de 2011

Tamanduá-bandeira

Tamanduá-bandeira (Myrmecophaga trydactila)

Classe: mamíferos
Ordem: xenarthra
Família: myrmecophagidae

A ordem xenarthra surgiu na América do Sul e depois alguns animais se dispersaram para o norte quando essa região se uniu à outras Américas por meio do Istmo do Panamá. A família Myrmecophagidae se divergiu da família Cyclopedidae (tamanduaí) há aproximadamente 40 milhões de anos.
O tamanduá-bandeira é a maior espécie da ordem. Habita principalmente em áreas secas, como o cerrado e algumas partes do Pantanal, mas também pode ser encontrado em florestas tropicais. Dizem que é um animal que não gosta muito de água, mas já observei dentro de banhados na Fazenda San Francisco (Miranda/MS, Pantanal Sul) e cruzando o rio Abobral, na fazenda Xaraés (Corumbá/MS, Pantanal Sul). Essa foto foi tirada na fazenda Xaraés, no período de vazante.
Ocorre em todo o Brasil, norte da Argentina à Venezuela, chegando à Nicarágua. É considerado extinto no Uruguai e de acordo com a IUCN é uma espécie vulnerável com a população em declínio.
Se alimenta principalmente de formigas e cupins. Utiliza suas fortes garras para abrir cupinzeiros e sua língua é provida de uma saliva grudenta ajudando o tamanduá a se alimentar.
Tem um ótimo olfato, mas não possui boa visão nem audição. É muito comum observar tamanduás atropelados nas rodovias (na BR-262, Mato Grosso do Sul é um exemplo).
É solitário e a fêmea dá à luz a um único filhote, que ela carrega nas costas. É mais comum vê-los à noite, mas ocasionalmente observamos à luz do dia.

Fontes:

www.iucnredlist.org

Delsuc, F., Douzery, E.J.P. Armadilos, Anteaters and Sloths (Xenarthra) in The Time Tree of Life, capítulo 72.

Emmons, L. H. 1999. Neotropical Rainforest Mammals, A Filed Guide. The University of Chicago Press, Chicago, USA.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Japiim


Japiim (Cacicus cela)

Classe: aves
Ordem: passeriformes
Família: icteridae

Bela e interessante ave da família Icteridae. Alimenta-se preferencialmente de frutos, mas também pode comer insetos e sementes.
É capaz de imitar outras aves, mas também imita mamíferos. Já fui "enganado" por japiins, achando que estava ouvindo algum Uacari-branco (Cacajao calvus calvus).

Faz ninhos em colônias e muitas vezes associados a vespeiros, de onde conseguem proteção contra predadores e parasitas. Um macho procria com várias fêmeas.
Ocorre praticamente em todo o Brasil (exceto a região sul), Bolivia, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Guiana, Panamá, Peru, Suriname, Trinidad e Tobago e Venezuela.
Vive em bandos e habita bordas de mata, campos, cerrados e matas de galeria. Ocorre, inclusive, nas cidades (já vi ninhos no meio de Manaus) e próximos à comunidades ribeirinhas.
Está fora de perigo na lista da IUCN.
A primeira foto foi tirada no Cano do Apara na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (RDSM), a quarta e a quinta atrás da Pousada Uacari, na RDSM e a segunda e a terceira na comunidade Três Unidos, na foz do rio Cuieiras, afluente da margem esquerda do rio Negro.

Fontes:

www.wikiaves.com.br
www.iucnredlist.org