sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Lagartixa





Lagartixa (Hemidactylus mabouia)








Classe: reptilia




Ordem: squamata




Família: gekkonidae








A famosa e comum lagartixa de casa, encontrada em qualquer canto e em quase qualquer ambiente urbano.




É da hábitos noturnos e se alimenta de artrópodes em geral, como nas duas fotos, sendo a primeira uma barata e a segunda uma paquinha. Foram tiradas em Tefé/AM e na Pousada Uacari (Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá) respectivamente.

Ocorre no Brasil inteiro, mas é originária da África.


Fontes:





domingo, 29 de janeiro de 2012

Choquinha-de-flanco-branco


Choquinha-de-flanco-branco (Myrmotherula axillaris)

Classe: aves
Ordem: passeriformes
Família: thamnophilidae

Espécie de distribiuição disjunta com populações da Nicarágua à Bolívia, Amazônia brasileira, peruana, equatoriana, venezuelana e da Guiana Francesa, Guiana e Suriname. Também na Mata Atlântica, de Pernambuco ao norte do estado de São Paulo.
Habita áreas de mata de terra firme, várzeas e igapós na Amazônia e matas de tabuleiro, hiléia baiana e matas de baixada na Mata Atlântica, normalmente nos estratos baixo e médio da floresta.
Como outras espécies da família, M. axillaris é insetívoro, mas também se alimenta de artrópodes diversos, como aranhas, opiliões e diplópodes. Seguem formigas-de-correição (principalmente do gênero Eciton).
Espécies do gênero Myrmotherula são consideradas menos vigilantes do que as demais e desse modo pode ser vantajoso associar-se a bandos mistos.
Seu ninho é como uma cestinha aberta, feito com fibras, hastes e musgo. A fêmea coloca 2 ovos e ambos os pais ajudam na construção do ninho e do cuidado da prole. A incubação de M. axillaris é de 16 dias.
Algumas espécies da família thamnophlidae sofre com os desmatamentos. São animais que preferem áreas sombreadas, com sub-bosque e a perda de hábitat expõe o interior da floresta à luz e cria um grave efeito de borda. Não sei dizer se a choquinha-do-flanco-branco também sofre com isso. A espécie está fora de perigo.
A foto foi tirada no Morro da Urca, na cidade do Rio de Janeiro.
Fontes:

Ornitologia brasileira - Helmut Sick
Aves do Brasil - Tomas Sigrist
www.iucnredlist.org

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Garça-branca-grande



Garça-branca-grande (Ardea alba)

Classe: aves
Ordem: pelecaniformes
Família: ardeidae

Uma das aves mais conhecidas no Brasil, é comum em praticamente todo lugar que tenha água e alguma cobertura vegetal. Utiliza bordas de matas próximas a rios, lagos, paranás (na Amazônia), manguezais, estuários e outros ambientes aquáticos, inclusive em pequenas porções d'água em cidades (como no Parque Hermógenes F. Leitão Filho, o Lago da FEF na Unicamp ou mesmo um pequeno laguinho que havia atrás da biologia na mesma universidade).
Ocorre em diversas partes do mundo como Austrália e Nova Zelândia, do oeste da Ásia (não incluindo o Oriente Médio) ao leste da China e Japão, partes da Europa, África, com exceção dos desertos, praticamente toda a América do Sul até o sul do Canadá e todo o Brasil.
Consome praticamente todo tipo de presa de hábitos aquáticos e semi-aquáticos como peixes, o principal item de sua dieta, pererecas e sapos, caranguejos, moluscos, pequenos répteis (incluindo filhotes de jacarés) e consta que se alimenta até de cobras e preás.
Para caçar se movimenta sorrateiramente, andando com cuidado para não se mostrar demais e lança seu pescoço em direção à presa. É possível se aproximar bastante desse animal, pois é bastante confiado.
Possui atividade diurna e no crepúsculo é bastante comum observá-las voando em bandos, às vezes aos milhares, para os dormitórios que ficam branquinhos de tanto indivíduo junto. Podem pernoitar junto de garças-brancas-pequenas (Egretta thula), colhereiros (Platalea ajaja) e cabeças-secas (Mycteria americana). Essas colônias são chamadas no Pantanal de "viveiros brancos".
O casal permanece junto desde a corte até o cuidado com os filhotes no ninho.
Migram dos Estados Unidos à América do Sul (algumas populações permancem na América do Norte ao longo do ano e se reproduzem po lá) e localmente também na Amazônia, acompanhando o ciclo de cheia e seca das águas.
Consta que no final do século XIX e inicío do século XX o comércio de penas de A. alba era intenso na América do Norte causando um rápido declínio na população da espécie. Porém hoje os números voltaram a aumentar. É um animal fora de perigo de extinção.

As fotos, na ordem:
Primeira: close de um indivíduo que sempre estava na Pousada Uacari, Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, Amazonas.
Segunda: voando, juntamente com alguns quero-quero (Vanellus chilensis) na Fazenda Nossa Senhora do Carmo, município de Corumbá/MS, Pantanal.
Terceira (esquerda): indivíduo comendo um peixe no lago Janauacá, próximo à Manaus/AM.
Quarta: indivíduo na Pousada Uacari, RDS Mamirauá.
Quinta (esquerda): indivíduos empoleirados em uma árvore no lago Mamirauá, RDS Mamirauá - março de 2009, época da enchente.
Sexta: garças sobre a vegetação flutuante no lago Mamirauá - fevereiro de 2009, época da enchente.
Sétima: Garças empoleirando-se no fim do dia no lago Janauacá - janeiro de 2011, inicío da enchente.
Oitava: garças no Lago dos Reis, região do Careiro/AM - setembro de 2010, época de seca.














Fontes:

http://www.museum.lsu.edu/~Remsen/SACCBaseline.html
www.iucnredlist.org

Ornitlogia Brasileira - Helmut Sick
Aves do Brasil - Tomas Sigrist
Complete Birds os North America - National Geographic
Lista das Aves do Brasil - www.cbro.org.br

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Bodó


Bodó (Pterygoplichthys pardalis)

Classe: actinopterygii
Ordem: siluriformes
Família: loricariidae

Não posso garantir o nome científico dessa espécie, pesquisei algumas fotos e os nomes e estou confiando no site http://www.grandemanaus.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=381:acari-bodo&catid=60:peixes&Itemid=186 que coloca o acari-bodó como Liposarcus pardalis, porém segundo o site www.fishbase.org o gênero mudou para Pterygoplichthys. Desconfio que o bodó a que me refiro no blog possa ser do gênero Hypostomus. Se algum leitor discordar ou souber se esse nome é certo ou não, por favor me diga.
De qualquer forma o bodó é um peixe muito apreciado na Amazônia. Na cidade de Tefé, onde eu morei, é bastante comum vê-lo servido nas feiras ou em barraquinhas de churrasco em frente às casas. Nas comunidades ribeirinhas também é muito consumido. Na maioria das vezes (não sei dizer se são todas) esse peixe é grelhado ainda vivo. Nunca comi. Acho um peixe muito bonito e interessante, mas não acho uma comida bonita.
Consome-se o bodó com a mão, partindo ele ao meio e comendo-o todo, inclusive as vísceras. Pelo menos esse é o jeito tradicional.
O corpo é revestido de placas ósseas, duras que pode agir como uma forma de proteção, como uma armadura. Possuem cerca de 40cm.
O bodó fica sempre junto ao substrato, seja o solo, pedras ou pedaços de pau e sua boca ventral o ajuda a comer os detritos, algas e pequenos animais que ficam nesses locais. Também se esconde dentro de cavidades naturais e os bodós constróem ninhos nas barrancas dos rios (logicamente quando a água está alta), como ilustrado na segunda foto, tirada no Lago dos Reis, região do Careiro/AM, alto Amazonas.
Ocorre na Bacia Amazônica e as duas fotos foram tiradas de exemplares pescados no Rio Negro.

Fontes:

www.fishbase.org
http://www.grandemanaus.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=381:acari-bodo&catid=60:peixes&Itemid=186

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Boto-vermelho



Boto-vermelho (Inia geoffrensis)

Classe: mammalia
Ordem: cetartiodactyla
Família: iniidae

O boto-vermelho como é conhecido na Amazônia é um animal um tanto quanto peculiar e você, leitor, vai entender o porque ao longo dessa postagem. Praticamente tudo que vou compartilhar aqui no blog eu devo à Vera da Silva, pesquisadora do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) e às minhas amigas Glória Hidalga, que no momento está fazendo mestrado na Espanha e à Deise Nishimura, ambas ex-estagiárias do programa "Boto-vermelho" da parceria Inpa-Idsm.
Inia geoffrensis é originário do Oceano Pacífico e entrou no ambiente que atualmente é a Amazônia a cerca de 20 milhões de anos, quando o rio Amazonas corria para oeste e os Andes ainda não tinham soerguido completamente.
Hoje em dia é uma espécie que sofre muita pressão antrópica, sendo alvo de pescadores predatórios que caçam esses animais para transformá-los em iscas de um peixe conhecido como piracatinga (Calophysus macropterus), que depois de pescado é exportado para países como a Colômbia e até para outras regiões do Brasil. Curiosamente não é muito apreciado pela população local. Desse modo as populações da espécie vêm declinando, mas a IUCN atualmente alega não possuir dados suficientes para definir em qual categoria que o boto-vermelho se encaixa, muito embora a última classificação tenha sido vulnerável.
Na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá há o projeto da professora Vera da Silva e do professor Tony Martim (Inglaterra) que estuda, entre outras coisas, a quantidade de animais que habitam e visitam a área. Parece que nos últimos 15 anos, a quantidade de botos diminuiu cerca de metade do que havia. Em um artigo de 2004 Martim e da Silva estimaram aproximadamente 13.000 botos na área de Mamirauá (11-18% das áreas de várzea da Amazônia brasileira).
O boto-vermelho ocorre no complexo Amazonas-Orinoco, incluindo o rio Negro, englobando o Brasil, Colômbia, Peru e Venezuela. É uma espécie típica de ambientes de várzea e igapó.
Possui algumas características bem particulares. A começar pelo melão bem desenvolvido, aquela protuberância na cabeça, um órgão sensorial, que o ajuda a perceber o ambiente que está em sua volta, como obstáculos, outros animais e presas. É como um sonar e o nome que se dá a esse fenômeno é ecolocalização. Possui olhos, mas são muito pequenos.
Outra característica marcante é o tamanho da boca, que é alongada e o ajuda a capturar peixes, suas presas principais, em emaranahados de raízes e locais de difícil acesso para quem tem "bico" pequeno. Além disso, possui dois tipos de dentes, os tradicionais cônicos e alguns semelhantes a molares, possibilitanto a ele capturar uma maior variedade de peixes.
É fácil de observar que o boto-vermelho não possui uma barbatana dorsal proeminente, ao contrário de outros golfinhos. Entretanto, suas nadadeiras são grandes e permitem ao animal se movimentar para frente e para trás, permitindo que ele entre na floresta alagada, em meio a árvores e outras plantas e consiga "dar ré" para fora. Outra coisa que o ajuda nessa tarefa é a não-fusão das vértebras do pescoço, dando mais maleabilidade ao corpo.
Botos dão à luz a um único filhote que fica com a mãe por cerca de 2 anos. Pode acontecer de a mãe estar com um filhotão, que já vai ficar independente, e ter um outro filhote, mas não é o caso mais comum. Os machos brigam ferozmente entre si pelas fêmeas, numa disputa que produz muitas cicatrizes e arranhões, deixando-os com a aparência roseada. Quando nascem são cinzas e vão perdendo pigmentação ao longo do tempo e umas das coisas que ajudam nessa perda, são exatamente as brigas. Normalmente machos adultos são mais rosas do que os outros indivíduos.
Mas algo novo e extraordinário que a Vera, Tony, Edinho (um morador da comunidade Vila Alencar e incrível conhecedor desses animais) e os estagiários descobriram foi que os machos, além de brigões, podem ser também gentlemans.
Eles pegam com a boca pedaços de pedra, porções de vegetação flutuante e até animais e mostram às fêmeas esses "presentes", num ritual de agrado a elas. É como nós humanos, que damos flores à namorada.
A relação mais estreita que há entre os indivíduos é entre mãe e filhote. Não vivem em grupos e quando observamos muitos animais juntos pode ser que seja por disputa pelas fêmeas ou um local com muito alimento e os indivíduos estão lá apenas por interesses próprios.
Podem viver cerca de 50 anos e a maturidade sexual começa pelos 5-6 anos nas fêmeas e 7-8 anos nos machos.
Se você for pra Mamirauá e observar botos com marcas no dorso, como letras e números, saiba que são animais que foram capturados pelo projeto da Vera e devolvidos à água. Nessa captura os pesquisadores tiram sangue, pedaços de tecido, pesam e medem o indivíduo, entre outras coisas. A marcação é para a observação diária de estagiários juntamente com o Edinho. Observando os botos diariamente é possível saber quais indivíduos vivem por aquela região, quem é filho de quem, etc. São mais de 15 anos de trabalho.
A primeira e quarta fotos são no lago Mamirauá; a segunda e terceira na entrada da RDS Mamirauá, no rio Japurá e a última em Novo Airão/AM, rio Negro.

Fontes:

A principal, como já disse, foram as conversas e palestras da Vera, Deise e Glória.

Martin, A.R., Da Silva, V.M.F. Number, seasonal movements, and residency characteristics of river dolphins in an Amazonian floodplain lake system. Can. J. Zool. 82: 1307–1315 (2004)

www.iucnredlist.org

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Arancuã-do-pantanal



Arancuã-do-pantanal (Ortalis canicollis)

Classe: aves
Ordem: galliformes
Família: cracidae

Quem já foi pro Pantanal vai se lembrar desse bicho. Lembra uma galinha magra e mais comprida, mas é muito, muito mais barulhento (lembrando que a galinha-doméstica, Gallus gallus, é da família phasianidae, também da ordem Cracidae).
O que mais chama atenção no arancuã, portanto, é o canto alto e incessante e em quase qualquer hora do dia. Por lá chamam de "despertador do pantanal", pois é muito comum acordar ao som desse animal. Os moradores locais também criaram frases interpretando o canto do arancuã, tais como "quero casar, quero matar". Várias vezes, quando eu escutava o bicho cantar de madrugada é porque eu suspeitva de algo diferente ocorrendo no mato. Quem sabe não era um grande predador nas redondezas?
O arancuã-do-pantanal mede cerca de 50-56cm e pesa entre 480-600g. Os cracídeos em geral são muito apreciados pelas populações locais e constituem fonte de proteína importante para elas, porém O. canicollis não parece ser caçado e nunca ouvi falar sobre isso no tempo que morei no Pantanal. Segundo a IUCN, a espécie está fora de perigo.
Além dos estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, a espécie ocorre no sul e leste da Bolívia, Paraguai e norte da Argentina. Habita matas secundárias, capões, capoeiras, matas ciliares, áreas com palmeiras como carandás e acuris e próximos às casas, nas fazendas.
Vive em casais, mas também agrega-se em bandos que chegam até 30 indivíduos. Depositam até 4 ovos, de coloração alaranjada ou creme-escuro, em ninhos feitos com galhos secos, cipós e folhas nas árvores ou arbustos a cerca de 3m do solo. Os ovos são chocados por 28 dias e poucos dias depois de eclodir os filhotes já acompanham os pais pelas árvores.
Podemos observar nas árvores ou no solo se alimentando preferencialmente de frutos, mas também de folhas, flores e até lagartas.
As 3 fotos foram tiradas na Pousada Xaraés, município de Corumbá/MS, Pantanal. A primeira foi na seca de 2008 e as outras duas na vazante de 2011. O animal da terceira foto estava se alimentado de mexericas que haviam caído no chão.

Fontes:

Ornitologia Brasileira - Helmut Sick
Aves do Brasil - Tomas Sigrist
www.iucnredlist.org
www.wikiaves.com.br

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Corta-água


Corta-água (Rynchops niger)

Classe: aves
Ordem: charadriiformes
Família: rynchopidae

Belíssima e diferente ave com uma posição taxonômica complicada. Alguns propõem como subfamília Laridae, mas segundo o Comitê Sul-americano de Classificação faz parte de uma família própria.
Possui a mandíbula maior do que a maxila e o bico é provido de uma grande quantidade de vasos sanguíneos e nervos, facilitando a orientação tátil durante as pescarias. O ponta do bico se quebra eventualmente e também se regenera. A forma do bico impossibilita o corta-água de obter alimentos do solo.
É a única ave que possui as pupilas em forma de fenda, mas os olhos são pequenos.
Mede cerca de 50cm.
Podemos observar Ryncops niger em atividade tanto de dia quanto de noite, mas frequentemente vemos os animais descansando nas praias durante o dia.
Se alimenta de peixes pequenos e crustáceos que ficam próximos à superfície da água e o faz de um modo bem peculiar, voando rente à água, com o bico aberto, sendo que a mandíbula passa parte dentro da água, como se a cortasse.
Deposita de 1 a 3 ovos, amarronzados e com manchas em buracos na areia nas praias fluviais. vários casais nidificam próximos e também perto de outras espécies como trinta-reis (Phaetusa simplex) e trinta-réis-anão (Sterna superciliaris). Já visitei praias em que esses animais ovipõe na região do rio Negro, próximo ao Parque Nacional do Jaú (chamada Praia da Velha) e no rio Japurá, próximo à Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá.
Ocorrem da Argentina aos Estados Unidos, incluindo as ilhas do Caribe e no Brasil todo.
Habita praias fluviais, margem de rios e lagos florestados e migra até regiões da orla marítima e estuários, mas fora do período de reprodução.
Embora pareça que a população de corta-água venha declinando, ainda é muito grande e a espécie possui uma distribuição bastante grande, o que confere a ela o status de fora de perigo de extinção.
As duas primeiras fotos foram tiradas na comunidade Caburini, RDS Mamirauá, durante a seca de 2009; a terceira foi na Pousada Uacari, também RDS Mamirauá; a quarta foi no rio Negro em 2010; e a última foi na Pousada Xaraés, município de Corumbá/MS, pantanal, junto de indivíduos de tapicuru-da-cara-pelada (Phimosus infuscatus)

Fontes:
Ornitologia Brasileira - Helmut Sick
Aves do Brasil - Tomas Sigrist
Complete Brids fo North America - National Geographic

www.iucnredlist.org
http://www.museum.lsu.edu/~Remsen/SACCBaseline02.html