domingo, 6 de janeiro de 2013

balança-rabo-de-bico-torto

balança-rabo-de-bico-torto (Glaucis hirsutus)

Classe: Aves
Ordem: Apodiformes
Família: Trochilidae

Os beija-flores têm grande importância na polinização das flores, se lambuzando de pólen quando visita as flores para se alimentar de néctar. Também se alimentam de pequenos insetos, como um meio de obter proteína.
G. hirsutus possui cerca de 13cm, um bico curvo e é colorido, embora predomine os tons canela.
Habita florestas úmidas, sub-bosque da mata, capoeiras, mas normalmente próximo à água. Em grande parte do Brasil, de Goiás e Pantanal até boa parte da bacia Amazônica. Também é encontrado nos litorais do nordeste e do sudeste. Ocorre na Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, Guianas francesa e inglesa, Suriname, Panamá e ilhas do Caribe e Atlântico próximo à costa sul-americana.
Faz ninhos nas extremidades de folhas de palmeiras. É solitário.
O indivíduo da foto estava visitando uma árvore de ingá-cipó (Inga sp.) na comunidade do Caburini, região da RDS Mamirauá, margem direita do rio Japurá, Amazonas.
Está fora de perigo de extinção, mas a população está em declínio.

Fontes:

Aves do Brasil - Pantanal e Cerrado - John A. Gwynne, Robert Ridgely, Guy Tudor e Martha Argel
Aves do Brasil - Tomas Sigrist
www.iucnredlist.org

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

sarapó

sarapó (Apteronotus bonapartii)

Classe: Actinopterygii
Ordem: Gymnotiformes
Família: Apteronotidae

Sarapó é o nome comum para os pequenos peixes elétricos amazônicos, cujo fraco campo elétrico auxilia na locomoção, na detecção das presas e identificação sexual.
Normalmente os Gymnotiformes são noturnos, bênticos e se alimentam de pequenos invertebrados. A. bonapartii se alimenta muito de ninfas de efemerópteros.
Possui dimorfismo sexual em que o macho possui a cabeça e a "tromba" mais alongada do que a fêmea, mas não há diferenças entre os sexos em relação à eletrocomunicação.
A. bonapartii é uma espécie da bacia Amazônica, ocorrendo nos rios e também nas florestas de várzea, como na RDS Mamirauá, local onde a foto foi tirada. Podem crescer até 27cm.

Fontes:

Convergent evolution of weakly electric fishes from floodplain habitats in Africa and South America - Kirk Winemiller & Alphonse Adite. Environmental Biology of Fishes 49: 175–186, 1997.
Sex differnces in the eletrocommunication signals of the electric fish  Apteronotus bonapartii. Winnie Ho, Cristina Fernandes, José Alves-Gomes e Troy Smith. NIHPA Manuscripts.
www.fishbase.org

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

caburé

caburé (Glaucidium brasilianum)

Classe: Aves
Ordem: Strigiformes
Família: Strigidae

Uma corujinha muito interessante. É a maior espécie do gênero, chegando a medir 17cm. É uma ave diurna e crepuscular, diferentemente da maioria das corujas.
As espécies do gênero Glaucidium apresentam falsos olhos na nuca que servem para enganar suas presas. Por falar nisso, esses falsos olhos são de grande importância para o caburé. Quando vocaliza (http://www.xeno-canto.org/species/Glaucidium-brasilianum) atrai pequenas aves, beija-flores, saíras, pipiras, que vêm ao seu encontro para expulsá-lo. É uma ação das presas contra o predador. No entanto, as presas se confundem e muitas vezes atacam o caburé pela frente, achando que são as costas, devido aos olhos de mentira na nuca da coruja. Nesse momento o caburé pega uma dessas avezinhas. Esse comportamento é chamado de mobbing. Além de aves, também se alimenta de outros pequenos vertebrados, como lagartixas e sapos.
Nidifica em cavidades naturais, como ocos de árvores ou em ninhos de joão-de-barro (Furnarius rufus). O casal choca de 2 a 3 ovos.
Vive desde áreas florestadas na Amazônia, incluindo florestas de várzea, como cerrado, caatinga e áreas semi-abertas. Ocorre do centro-norte da Argentina até o México, a leste da Cordilheira dos Andes na América do Sul. Em todo o Brasil.
Está fora de perigo, mas a população está em declínio.
A foto à direita foi tirada na Pousada Xaraés, pantanal sul-matogrossense, município de Corumbá/MS; a segunda foi tirada em uma trilha na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, região de Uarini, estado do Amazonas.

Fontes:

Iconografia das aves do Brasil. Volume 1, bioma Cerrado - Tomas Sigrist
www.iucnredlist.org
www.xeno-canto.org


domingo, 23 de dezembro de 2012

guará

guará (Eudocimus ruber)

Classe: Aves
Ordem: Ciconiiformes
Família: Threskiornithidae

Ave de vermelho muito vivo, impossível de não ser identificada. Possui bico longo, assim como os outros membros da família e mede cerca de 60 cm.
Muito conspícua, vive em manguezais e praias lodosas. Ocorre separadamente no litoral do sul e sudeste do Brasil ao litoral do nordeste (Piauí) ao Amapá. Também ocorre na costa da Guiana Francesa à Colômbia e nas ilhas de Trinidad e Tobago. No site wikiaves há registros de fotos para o litoral da Bahia.
Se alimenta peixes, inverebrados e caranguejos, principalmente aquele conhecido como chama-maré (Uca maracoani), que deixa a coloração do guará vermelha, devido aos carotenóides presentes nesse crustáceo. Forrageiam em grupos.
Contrói ninho feito de gravetos e galhos em árvores altas do manguezal em colônias, junto de outras aves aquáticas. A fêmea deposita entre 2 a 3 ovos cinza-esverdeados com manchas marrons.
Sofre com o problema da poluição, principalmente de químicos (hidrocarbonetos clorados e metais pesados) presentes em sua cadeia trófica.
Não consta no Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção e é considerado fora de perigo pela IUCN, porém sua população está em declínio e já sofreu perdas grandes com o desmatamento e urbanização do litoral brasileiro. 

Fontes:

Aves do Brasil, uma visão artística - Tomas Sigrist
www.iucnredlist.org
www.wikiaves.com.br

sábado, 22 de dezembro de 2012

Dipsas sp.

Dipsas sp.

Classe: Répteis
Ordem: Squamata
Família: Colubridae

Bela espécie amazônica. Conversando com meu amigo, especialista em serpentes, Iury Valente, fui informado que o indivíduo da foto pode ser de duas espécies, D. pavonina ou D. catesbyi. De um modo geral, ambas ocorrem na bacia Amazônica, incluindo Brasil, Bolívia, Peru, Colômbia, Equador, Venezuela, Guiana, Guiana Francesa e Suriname.
São animais noturnos, ocorrendo na floresta tropical, desde áreas mais baixas até montanhas. Segundo Iury, são mais arborícolas e vê-la no solo é bastante difícil.
Não são peçonhentas e se alimentam basicamente de caramujos.
Ambas as espécies estão fora de perigo de extinção.

Fontes:

www.iucnredlist.com
http://en.wikipedia.org/wiki/Dipsas

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

tamacuaré

tamacuaré (Uranoscodon superciliosus)

Classe: Reptilia
Ordem: Squamata
Família: Iguanidae

Comprimento de até 15 cm. Os machos adultos são marrom escuro ou marrom oliváceo enquanto os jovens e as fêmeas  possuem uma faixa ondulada clara com bordas escuras.
Ocorre na maior parte da Amazônia, exceto no extremo oeste.
Vive próximo a corpos d'água, como igarapés, rios e lagos, sobre troncos de árvores pequenas durante o dia e sobre árvores, cipós e até pela superfície da água durante a noite.
Desovam entre 3 e 14 ovos.
Não é heliotérmica. É uma espécie críptica. Pode correr sobre a água.
Se alimenta de minhocas, escorpiões, alguns vertebrados como sapos.
A foto foi tirada na RDS Mamirauá, estado do Amazonas, Brasil.


Fonte:


Guia de lagartos da Reserva Adolpho Ducke, Amazônia Central.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

verão

verão/príncipe (Pyrocephalus rubinus

Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Família: Tyrannidae

Bela espécie, macho de cor vermelho vivo, fêmea e macho jovem acizentados.
Durante a época de reprodução, durante a primavera, canta até de madrugada e no crepúsculo. O ninho é em forma de uma tigela chata, com bastante revestimento. A fêmea deposita entre 4 a 5 ovos.
Ocorre do sul dos Estados Unidos e México a Argentina e Bolívia, Galápagos e todo o Brasil. Habita regiões campestres, cerrados, campos, áreas abertas, praias de rio, jardins e parques. Não adentra em áreas densamente florestadas. Durante o inverno, nas áreas mais ao sul, migra para o norte da América do Sul, chegando até o Pantanal e a Amazônia.
Se alimenta de insetos e de modo característico, voando do poleiro para capturar a presa e retornando ao mesmo local.

Ambas as fotos (macho à direita e fêmea à esquerda) foram tiradas na Fazenda Nossa Senhora do Carmo, propriedade da Pousada Xaraés, município de Corumbá/MS, Pantanal.
Está fora de perigo de extinção.

Fontes

Ornitologia Brasileira - Helmut Sick
www.wikiaves.com.br