sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Serra-pau


Besouro serra-pau

Classe: insecta
Ordem: coleoptera
Família: cerambycidae

Esse indivíduo eu fotografei dentro do barco numa viagem pelo rio Negro. Não tenho a identificação da espécie e quem me disse a família foi meu amigo Bruno Buzatto.
Os cerambicídeos, em geral, possuem longas antenas e algumas espécies uma mandíbula bem destacada.
Depositam seus ovos nos galhos ou troncos das plantas e as larvas são como brocas, que devoram a madeira da planta hospedeira. Também se alimentam de sementes.
Já foram descritas cerca de 35000 espécies no mundo, sendo 5000 no Brasil.
Infelizmente não achei muito mais informações.

Fontes:

http://www.acervodigital.ufrrj.br/insetos/insetos_do_brasil/conteudo/tomo_09/21_cerambycidae.pdf

http://pt.scribd.com/doc/49822529/26/CERAMBYCIDAE

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Canário-da-terra


Canário-da-terra (Sicalis flaveola)

Classe: aves
Ordem: passeriformes
Família: emberezidae

Estava assistindo SPTV hoje e uma das reportagens foi sobre a apreensão em São Paulo de centenas de canarinhos que vinham transportados em gaiola do interior do Estado. Procurei a notícia nos sites da Folha de São Paulo, Estado de São Paulo e da Globo.com, mas não consegui achá-la para divulgar aqui. O tráfico de animais - e canários-da-terra são um dos mais procurados - é comum, mas a imprensa não divulga como necessário. Então o bicho de hoje é nosso bonitinho e simpático canarinho.
Embora seja muito caçado, principalmente porque seu canto é bastante melodioso, o canário-da-terra está fora de perigo de extinção, ao menos por enquanto. Isso se deve ao fato da espécie ocorrer em uma área bem ampla no continente americano, se estendendo do Uruguai à Bolívia e no Brasil do Rio Grande do Sul ao oeste do Mato Grosso e até o Maranhão, incluindo as ilhas do litoral de São Paulo e Rio de Janeiro. Há populações disjuntas no oeste do Peru e Equador, no norte da América do Sul, entre a Guiana Francesa e a Colômbia e nas Antilhas Holandesas, Aruba, Ihas Caiman, Porto Rico e Trinidad e Tobago. A espécie foi introduzida nos EUA, Jamaica e Cuba.
Habita áreas abertas e semi-abertas, campos sujos, campos limpos, pastos, caatingas, plantações e fazendas. Podem ser prejudiciais aos arrozais, uma vez que se alimentam em bandos desse grão.
O macho é amarelo escuro, com estrias pretas nas asas e as fêmeas são pardo-oliváceas. Possuem cerca de 13-14cm.
Se alimenta de sementes.
Costuma nidificar (o ninho é uma cestinha) em buracos ou cavidades naturais, ninhos de joão-de-barro (Furnarius rufus) ou ninhos de gravetos de outros furnarídeos. Podem nidificar em caixas ou bambus perfurados e até mesmo em caveiras de boi. Podem chocar até 3 vezes no ano. Quando da época de reprodução vivem em casais e durante o acasalamento o macho canta no seu território a partir de locais elevados.
As 3 fotos foram tiradas de lugares diferentes: a primeira foi no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, a segunda na cidade de Itacarambi/MG no Vale do Peruaçu e a última na Fazenda Xaraés, no município de Corumbá/MS - Pantanal.

Fontes:

Ornitologia Brasileira - Helmut Sick
Aves do Brasil - Tomas Sigrist
www.iucnredlist.org

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Tatu-peba


Tatu-peba (Euphractus sexcinctus)

Classe: mammalia
Ordem: xenarthra
Família: dasypodidae

A América do Sul separou-se da África há aproximadamente 100 milhões de anos atrás e manteve-se como uma ilha até 3 milhões de anos atrás, quando o istmo do Panamá surgiu e uniu as Américas. Foi aqui que evoluíram os Xenartros, uma ordem peculiar cujo significado é "juntas estranhas", pois possuem articulações adicionais entre as vértebras lombares que reforçam a espinhal dorsal, ajudando os na tarefa de cavar, algo que os tatus fazem muito bem.
O tatu-peba ocorre do Uruguai à Bolívia e ao sul do Suriname e Guiana Francesa. No Brasil ocorre em todo o sul, sudeste, nordeste e centro-oeste (exceto o extremo oeste do Mato-Grosso) e parte do Pará e Amapá.
Habita áreas abertas e semi-abertas, cerrados, pantanal, bordas de mata, plantações e até próximo à casas nas áreas rurais.
São onívoros e comem restos de animais mortos, pequenos vertebrados, invertebrados, frutas, raízes, coquinhos. No Pantanal costumam se alimentar de cocos de acuri (Attallea phalerata). Possuem ótimo olfato, mas a visão é bem fraca.
São diurnos, mas também é possível observá-los em atividade à noite. Podem utilizar os mesmos buracos várias vezes.
Possuem em média 4-5kg.As fêmeas dão à luz entre 1 e 3 filhotes e a gestação dura cerca de 2 meses. A maturidade sexual se dá com 9 meses.
E espécie está fora de perigo de extinção.
Todas as fotos foram tiradas na região da Pousada Xaraés, pantanal sul-matogrossense, município de Corumbá. A primeira foi numa área de campo limpo na Fazenda Nossa Senhora de Fátima, a segunda dentro de um capão na mesma fazenda, a terceira enquanto farejava os lixos da Pousada e a última entre dois capões na Fazenda Nossa Senhora do Carmo.

Fontes:

Mammals of the Neotropics - John Eisenberg e Kent Redford
A Grande História da Evolução - Richard Dawkins
www.iucnredlist.org

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Periquitão-maracanã


Periquitão-maracanã (Aratinga leucophthalma)

Classe: aves
Ordem: psittaciformes
Família: psittacidae

Mais uma espécie dessa bonita e curiosa família para o blog. Ao contrário de muitos outros animais, A. leucophthalma se beneficia com os desmatamentos, pois é uma espécie sinantrópica e que habita a orla da mata, plantações, florestas, áreas abertas e semi-abertas, manguezais, cerrados, matas de galeria e logicamente cidades. As duas primeiras fotos foram tiradas na cidade de Manaus/AM e a terceira em Campinas/SP.
Ocorre em todos os biomas brasileiros, do Rio Grande do Sul ao Amazonas e Amapá. Ausente no norte da Amazônia, parte do Nordeste e Centro-Oeste. Vai do Uruguai e Argentina ao Equador, Guianas e Suriname e possui distribuição disjunta na Venezuela. Sempre a leste dos Andes.
Possui cerca de 33cm e não tem dimorfismo sexual. Costumam voar em bandos grandes, chegando até a 40 ou mais indivíduos.
Se alimentam de frutos (manga na primeira foto e goiaba na segunda), brotos, flores e folhas. Schubart et al 1965 encontrou insetos no estômago de alguns indivíduos.
Podem nidificar em paredões rochosos onde também costumam pernoitar. Também descansam em plantações e sob o telhado das casa, outro local propício aos ninhos.
Vocalizam muito e alto, mas quando estão em uma árvore é sempre muito difícil de achá-los devido à sua coloração camuflante com as folhas.
A espécie está fora de perigo.

Fontes:

Ornitologia Brasileira - Helmut Sick
Aves do Brasil - Tomas Sigrist
www.iucnredlist.org
De Faria I.P. Peach-fronted Parakeet (Aratinga aurea) feeding on arboreal termites in
the Brazilian Cerrado. Revista Brasileira de Ornitologia 15(3):457-458
setembro de 2007

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Sororoca


Sororoca (Scomberomorus brasiliensis)

Classe: actinopterygii
Ordem: perciformes
Família: scombridae

A sororoca é um peixe do oceano Atlântico, ocorrendo de Belize ao sul do Brasil, incluindo as Antilhas Holandesas, Cuba, Aruba e Trinidad e Tobago.
Habita a zona nerítica (região de águas rasas próxima à linha da costa) e é uma espécie pelágica (do mar aberto), chegando a até a 130 metros de profundidade. Utiliza muito áreas costeiras, próximas às rochas, ilhas e praias abertas.
A reprodução ocorre aproximadamente a partir dos 3 anos para fêmeas e 4 anos para machos, quando apresentam tamanho de aproximadamente 41cm e 44cm respectivamente. Podem chegar a 125cm de comprimento, 6kg e o tempo de vida é de cerca de 13 anos.
É um animal carnívoro cuja dieta é baseada principalmente em peixes, mas come também camarões e moluscos.
É considerada fora de perigo de extinção, mas por ser uma espécie comercial sua população está diminuindo devido à sobreexploração. Esse problema não é privilégio apenas dessa espécie, pois a utilização de métodos de pesca predatórios são comuns nos oceanos e rios brasileiros e, para piorar, apenas cerca de 1,5% da área marinha brasileira está protegida por lei em forma de unidades de conservação.
Essa foto foi tirada no mercado municipal de Cananeia, litoral sul do estado de São Paulo.

Fontes:

www.fishbase.org
www.iucnredlist.org
www.oeco.com.br

www.mma.gov.br
E referências dos próprios sites.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Gaivotão


Gaivotão (Larus dominicanus)

Classe: aves
Ordem: charadriiformes
Família: laridae

Grande gaivota com cerca de 60cm. O adulto é branco com as partes superiores pretas, pernas, pés e bico amarelos. O imaturo é manchado, meio cinza, meio pardo, com bico e pés cinza escuros.
Sua distribuição é em praticamente todo o hemisfério sul. Ocorre do litoral sul do Equador, passando pelo Chile, Terra do Fogo, incluindo as Malvinas, até o Espírito Santo. Também em algumas regiões da Antártica, África, de Angola ao sul de Moçambique e sul de Madagascar. Na Oceania na costa leste da Austrália e toda Nova Zelândia.
Possui alimentação onívora, incluindo principalmente peixes, mas também animais mortos, invertebrados, pererecas, pequenos mamíferos e ovos. Costuma seguir barcos de pesca para se aproveitar dos peixes "rejeitados".
Como outras aves marinhas possui um problema fisiológico para a excreção de sal, contornado com a transformação das glândulas supra-orbitais em glândulas excretoras de sal.
No Brasil nidifica no inverno, em ilhas próximas à costa.
A espécie está fora de perigo de extinção.
A foto do blog foi tirada em cima do mastro de um barco no porto de Cananeia, em abril de 2011.

Fontes:

Ornitologia Brasileira - Helmut Sick
Aves do Brasil - Tomas Sigrist
www.iucnredlist.org

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Sauim-de-manaus


Sauim-de-manaus (Saguinus bicolor)

Classe: mammalia
Ordem: primatas
Família: callitrichidae

Antes era chamado de sauim-de-coleira, mas o nome mudou devido sua distribuição que é apenas na região de Manaus, nas margens esquerda dos rios Negro e Amazonas. Como espécie endêmica de uma pequena área e essa área estar sob forte pressão antrópica e crescente urbanização S. bicolor é considerada espécie ameaçada e sua população está em declínio.
Essa foto foi tirada no Parque Municipal do Mindu que é, juntamente com a área florestada da UFAM (Universidade Federal do Amazonas) e a Reserva Florestal Adolpho Ducke, um dos Linkmelhores locais para a observação desse animal.
São animais pequenos, pesando entre 400 a 560g.
Costumam utilizar o estrato inferior da floresta em pequenos grupos de 4 a 15 indivíduos, se alimentando preferencialmente de frutos, flores, exudatos das árvores e artrópodes. Talvez a estratégia de não utilizar muito o dossel ou as porções mais altas das árvores seja devido à uma maior vulnerabilidade ao ataque de predadores, como algumas aves de rapina.
Habitam florestas secundárias e outras formações abertas como campinaranas e capoeiras e sua área de uso é de cerca de 12 hectares.
No estudo de Egler (1992) foi mostrado que a fêmea da à luz a 2 filhotes e a reprodução ocorreu entre maio e novembro.

Fontes:

Egler, G. S. Feeding Ecology of Saguinus bicolor bicolor (Callitrichidae: Primates) in a Relict Forest in Manaus, Brazilian Amazonia. International Journal of Primatology, 59 (2), 1992.

Vidal, M. D., Cintra, R. Effects of forest structure components on the occurence, group size and density of groups of bare-face tamarin (Saguinus bicolor - primates: Callitrichinae) in Central Amazonia. Acta Amazonica, 36(2), 2006.

Mammals of the Neotropics. John Eisenberg e Kent Redford.

www.iucnredlist.org