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segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

gavião-bombachinha-grande

gavião-bombachinha-grande (Accipiter bicolor)

Classe: Aves

Ordem: Accipitriformes

Família: Accipitridae

Seu nome vem do latim “accipiter” que significa “gavião” e “bicolor”, duas cores.  Possui entre 200 e 250 gramas de peso e mede entre 30 a 42 centímetros.

O adulto é cinza com as penas das pernas alaranjadas. Os jovens, como boa parte dos accipitrideos, possui o ventre rajado e o dorso mais escuro (o indivíduo da foto é um jovem).

Possui ampla distribuição, ocorrendo do México central ao Uruguai, Bolívia e Paraguai. Também ocorre no centro-sul do Chile e oeste da Argentina. No Brasil inteiro.

Embora considerada uma espécie predominantemente florestal, também habita áreas abertas, como o Pantanal (a foto foi tirada na Fazenda Xaraés – pantanal sul-matogrossense, em uma árvore isolada no campo).

Accipiter bicolor é carnívoro, se alimentando de vertebrados como aves, pequenos mamíferos e répteis.

As fêmeas depositam cerca de quatro ovos, incubados entre 33 e 37 dias. Macho e fêmea tem funções distintas: o primeiro traz alimento enquanto a segunda incuba os ovos. Os filhotes seguem dependente dos pais por, mais ou menos, dois meses.

Para ouvir o som da espécie, acesse: http://www.xeno-canto.org/species/Accipiter-bicolor

Está fora de perigo de extinção.

Fontes:

www.wikiaves.com.br


www.birdlife.org

www.xeno-canto.org

segunda-feira, 28 de maio de 2012

gavião-carijó

gavião-carijó (Rupornis magnirostris)

Classe: Aves
Ordem: Accipitriformes
Família: Accipitridae

É o gavião mais comum no Brasil. Pelo que tenho observado, a forma amazônica é mais acizentada, enquanto que os indivíduos do centro-sul do Brasil possuem tonalidade mais amarronzada. É uma ave de rapina de médio porte, com 31-42cm de tamanho e 250-300g em peso. As fêmeas são um pouco maiores do que os machos. R. magnirostris possuem penas produtoras de pó (powderdown feathers). São estruturas que se desintegram, formando uma camada de pó, que impermeabiliza a plumagem ajudando na proteção dela.
Ocorre em grande parte da América do Sul, exceto o Chile, sul da Argentina e algumas áreas a oeste dos Andes. Vive no Brasil inteiro. Também na América Central e litoral mexicano.
Habita zonas rurais, pastos, fazendas, cidades, beiras de estradas, plantações (eucalipitais também), capoeiras, cerrados, caatingas, beiras de rios e lagos, mas muito dificilmente no interior da mata.
É um animal oportunista e generalista. Se alimenta de lagartos, cobras, pererecas, sapos, ratos, pequenas aves e seus ninhos, morcegos e artrópodes. Pode seguir formigas-de-correição e incêndios, procurando os animais que fogem desesperados. Costuma empoleirar-se me mourões de cercas, postes e árvores para espreitar suas presas.
Voa alto muitas vezes, aproveitando-se das correntes térmicas.
Vive em casais e constróem os ninhos em árvores de copa fechada ou no topo de árvores grandes. Deposita cerca de 2 ovos, que são incubados pela fêmea. Durante esse período, que dura aproximadamente 1 mês, o macho alimenta a fêmea.
Está fora de perigo de extinção e sua população vem aumentando, beneficiada pelo desmatamento.
A foto à direita é da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, região do lago Mamirauá; a foto à esquerda é na área da Pousada Xaraés, pantanal sul-matogrossense.

Fontes:

Iconografia das Aves do Brasil. Bioma Cerrado - Tomas Sigrist
www.iucnredlist.org
www.wikiaves.com.br