Amigxs,
Esse blog já está parado faz um tempo e não há previsão de voltar à ativa. Me sigam no instagram @pedronasua, onde coloco fotos de fauna.
Abraços
Este blog foi o meio que achei para poder aproveitar as fotos que eu tiro pelo país e compartilhar um pouco de uma das minhas grandes paixões que é o mundo animal. Espero que seja útil e que aproveitem!
segunda-feira, 4 de novembro de 2019
quinta-feira, 10 de maio de 2018
tico-tico-de-bico-amarelo
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Família: Passerellidae
Bonita avezinha de bico amarelo e máscara negra. Possui
cerca de 16 centímetros.
O nome Arremon vem do grego, “silencioso” e flavirostris
significa “bico amarelo” (flavus = amarelo e rostris = bico).
Ocorre na região central do Brasil, de Minas Gerais ao oeste
do Mato Grosso, passando por São Paulo e Paraná. Também no Paraguai, norte da
Argentina, leste da Bolívia e populações desconectadas na costa leste dos Andes
da Bolívia a Argentina.
Como outras espécies da família, se alimenta de sementes,
preferencialmente gramíneas, mas também podem comer insetos.
Seu ninho é construído no solo. Quando predadores são
atraídos, os despistam das cercanias do ninho.
Está fora de perigo de extinção.
A foto foi tirada na Estância Mimosa, município de Bonito/MS.
Fontes:
www.wikiaves.com
www.iucnredlist.org
www.birdlife.org
Aves do Brasil - uma Visão Artística - Tomas Sigrist
quarta-feira, 9 de maio de 2018
tiriba-fogo
tiriba-fogo (Pyrrhura devillei)
Classe: Aves
Ordem: Psittaciformes
Família: Psittacidae
Seu nome deriva do grego purrhos, que significa cor da chama do fogo e ouros, que significa cauda. Devillei é homenagem ao naturalista francês Émile Deville.
Espécie de periquito de distribuição muito restrita. Ocorre
na região central do Mato Grosso do Sul e no nordeste do Paraguai. Substitui P.
frontalis.
Habita matas secas e o chaco paraguaio.
Se alimenta de frutos e sementes, como outras espécies do
gênero. Sua dieta também consiste em castanhas, flores e néctar.
A espécie é considerada quase ameaçada, principalmente pela
fragmentação do habitat, devido à agricultura e produção de carvão.
As fotografias foram tiradas na fazenda Estância Mimosa, em Bonito/MS.
Fontes:
www.birdlife.org
www.iucnredlist.org
www.wikiaves.com.br
segunda-feira, 7 de maio de 2018
lagartixa-da-mata
lagartixa-da-mata (Gonatodes humeralis)
Classe: Reptilia
Ordem: Squamata
Família: Sphaerodactylidae
Pequeno lagarto colorido, bem bonito de ampla distribuição na Amazônia. Ocorre também no Brasil Central, Pantanal e até algumas ilhas como Trinidad e Tobago. Em algumas regiões ocorre em simpatria com outras espécies do gênero, como G. annularis, G. concinnatus, G. tapajonicus, G. hasemani (espécie bem semelhante, mas que ocupa substratos mais altos) e G. nascimentoi.
A espécie é diurna, considerada não heliotérmica, ou seja, não se expõe ao sol para aumentar a sua temperatura corporal. É arborícola, mas normalmente ocupa as partes inferiores dos troncos das árvores e galhos mais baixos. Habita florestas primárias, secundárias e ambientes antrópicos, muitas vezes em matas de galeria e próximos a cursos d'água.
É ovíparo e os machos são maiores do que as fêmeas. Os ninhos costumam ter grande quantidade de ovos, sugerindo duas possibilidades: as fêmeas desovam várias vezes no mesmo lugar ou muitas fêmeas utilizam o mesmo ninho. Depositam apenas um ovo por vez.
Se alimentam de minhocas, larvas de insetos, cupins e homópteros. Por outro lado, também podem ser alimento de alguns animais, como cobras.
Está fora de perigo de extinção.
Fontes:
Guia de Lagartos da Reserva Adolpho Ducke - Amazônia Central - Laurie Vitt, William E. Magnusson, Teresa Cristina Ávila Pires e Albertina Pimentel Lima.
http://reptile-database.reptarium.cz/species?genus=Gonatodes&species=humeralis
http://www.mvc.unb.br/pesquisa/especies/conheca-as-especies/jag/45-sphaerodactylidae/119-lagartixa-da-mata
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| G. humeralis fotografado em um quintal arborizado no município de Tefé. |
Classe: Reptilia
Ordem: Squamata
Família: Sphaerodactylidae
Pequeno lagarto colorido, bem bonito de ampla distribuição na Amazônia. Ocorre também no Brasil Central, Pantanal e até algumas ilhas como Trinidad e Tobago. Em algumas regiões ocorre em simpatria com outras espécies do gênero, como G. annularis, G. concinnatus, G. tapajonicus, G. hasemani (espécie bem semelhante, mas que ocupa substratos mais altos) e G. nascimentoi.
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| Foto tirada na Casa do Baré, uma base de campo na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã. |
É ovíparo e os machos são maiores do que as fêmeas. Os ninhos costumam ter grande quantidade de ovos, sugerindo duas possibilidades: as fêmeas desovam várias vezes no mesmo lugar ou muitas fêmeas utilizam o mesmo ninho. Depositam apenas um ovo por vez.
Se alimentam de minhocas, larvas de insetos, cupins e homópteros. Por outro lado, também podem ser alimento de alguns animais, como cobras.
Está fora de perigo de extinção.
Fontes:
Guia de Lagartos da Reserva Adolpho Ducke - Amazônia Central - Laurie Vitt, William E. Magnusson, Teresa Cristina Ávila Pires e Albertina Pimentel Lima.
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| Indivíduo fotografado em uma trilha, próxima a um igarapé na comunidade São Francisco do Arraia, no lago Tefé. |
http://www.mvc.unb.br/pesquisa/especies/conheca-as-especies/jag/45-sphaerodactylidae/119-lagartixa-da-mata
segunda-feira, 2 de abril de 2018
Ancyluris aulestes
Ancyluris aulestes
Ordem: Lepidoptera
Família: Riodinidae
Bonita espécie de borboleta, com vibrante coloração vermelha
na asa, que contrasta bastante com o preto. Aparentemente a espécie é associada
a ambientes preservados. Espécie florestal, habita áreas com altitude entre 200
e 1000 metros e também próximas a cursos d’água.
Ocorre no Brasil, Colômbia, Equador, Peru, Suriname e
Venezuela.
Os adultos se alimentam de néctar ou minerais do solo e
beiras de rio e as larvas plantas das famílias Melastomataceae e Euphorbiaceae.
Interessante que as larvas apresentam comportamento gregário, vivendo em
pequenos grupos e até canibalismo.
Ambas as fotos foram tiradas em Tefé, em áreas de terra firme.
Fontes:
http://www.learnaboutbutterflies.com
terça-feira, 20 de março de 2018
tatu-galinha
Tatu-galinha (Dasypus novemcinctus)
Classe: Mammalia
Ordem: Cingulata
Família: Dasypodidae
Tatu com cerca de 0,5 a um metro de comprimento. O peso
varia entre 2,7 a 6,3 quilos.
A espécie possui comportamento diurno e noturno e a variação
pode depender da época do ano e da temperatura. Das vezes eu já vi a espécie, na
Amazônia, mas, principalmente, no Pantanal, foram durante o dia.
É a espécie de tatu com a maior distribuição. Ocorre do sul
dos Estados Unidos ao Uruguai, incluindo ilhas caribenhas, como Trinidad e
Tobago, Grenada e Margarita.
Habita áreas florestais, com vegetação densa e também áreas
alagáveis.
Se alimenta de insetos e suas larvas, mas também de plantas
e pequenos vertebrados. Sua dieta é bastante variada.
Possui a visão muito fraca, compensada pelo olfato muito
apurado. É pelo faro que consegue localizar suas presas. Também possui garras
muito fortes, utilizadas para achar presas e cavar os seus buracos.
A gestação é de, aproximadamente, 70 dias. Da à luz a quatro
filhotes idênticos.
Está fora de perigo de extinção, mas é bastante caçada para
consumo. Dizem que a carne é muito boa. Mesmo assim, a população parece
estável.
Fontes:
Mammals of the Neotropics - John Einsenberg e Kent Redford
Neotropical Rainforest Mammals - Louise Emmons e François Feer
domingo, 4 de março de 2018
rendadinho
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Família: Thamnophilidae
Espécie amazônica de terra firme, mas também próximas a
cursos d’água, em matas ribeirinhas. No Brasil, ocorre do Mato Grosso a
Roraima, oeste do Pará e Amapá. Nos países vizinhos, ocorre da Bolívia ao
Equador, Colômbia a Guiana Francesa.
Seu nome científico significa Pássaro rendado de Willis
(Willisornis = homenagem ao ornitólogo Dr. Edwin O. Willis; ornis é pássaro em
grego e poecilinotus = rendado, manchado).
Os machos possuem barriga cinza e dorso preto manchados de
listras e pontos brancos e as fêmeas são ferrugíneas, também com pontos
brancos.
Seguem formigas-de-correição e bandos mistos. Se alimentam
de insetos e outros artrópodes, como os demais membros da família.São tidos
como “profissionais” como seguidores de correições.
O canto pode ser acessado aqui: https://www.xeno-canto.org/species/Willisornis-poecilinotus
A foto da direita foi tirada na comunidade Bom Jesus, pertencente à Floresta Nacional de Tefé e a outra em um ramal, na Estrada da Emade, ambos no município de Tefé, Amazonas. As duas fotos são em áreas de terra firme.
Está fora de perigo de extinção.
Fontes:
Aves do Brasil - Uma Visão Artística - Tomas Sigrist
www.wikiaves.com
www.birdlife.com
www.xeno-canto.org
quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018
papa-formiga-barrado
Papa-formiga-barrado
(Cymbilaimus lineatus)
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Família: Thamnophilidae
Espécie grande de papa-formiga (16 a 18 centímetros),
característica pelos olhos vermelhos e corpo listrado. O macho é negro,
listrado de branco (foto da esquerda) e a fêmea parda, listrada de preto (foto da direita).
Habita estratos médios da floresta, em bordas de matas
densas e florestas úmidas da Amazônia.
Ocorre das Guianas e Venezuela até a
Bolívia. No Brasil, do norte do Mato Grosso ao leste do Pará e Amazonas
inteiro.
Assim como outras espécies da família se alimenta de
insetos, mas não costuma seguir formigas-de-correição. Também captura grandes
artrópodes e pequenos vertebrados.
As duas foto foram tiradas em Tefé/AM, em ramais da Estrada da Emade, onde há fragmentos de terra firme bem preservados, entremeados com roças de mandioca e pequenas comunidades.
Para ouvir o som da espécie, consultar o link: https://www.xeno-canto.org/species/Cymbilaimus-lineatus
Está fora de perigo de extinção.
Fontes:
Ornitologia Brasileira - Helmut Sick
Aves do Brasil, uma visão artística - Tomas Sigrist
terça-feira, 13 de fevereiro de 2018
vespa-amassa-barro
Vespa –amassa-barro (Sceliphron
cf fistularium)
Classe: Insecta
Ordem: Hymenoptera
Família: Sphecidae
Pelas pesquisas que fiz, trata-se da espécie Sceliphron
fistularium. São seis espécies do gênero que ocorrem em regiões tropicais, duas
que ocorrem no Brasil (S.fistularium e S. asiaticum).
De toda a forma, vamos falar um pouco amplamente sobre o
gênero. Esse animal é bem interessante e é bastante legal observar o seu
comportamento. As duas fotos foram tiradas em Tefé, em casa. Uma delas, na
janela do meu quarto.
Faz os ninhos com lama e vai montando, câmara por câmara.
Antes de construir a próxima, prende a presa na câmara anterior. Normalmente
sua principal presa são aranhas.
Comparando S. fistularium com S. asiaticum, nota-se que a
segunda habita áreas mais secas, mas ambas possuem grande distribuição, que vai
desde a América Central até a o sul da América do Sul (S. asiaticum ocorre em
regiões mais meridionais).
Também há algumas diferenças quanto a construção dos ninhos.
S. asiaticum constrói seu ninho em câmaras paralelas ao substrato, enquanto
que, em S. fistularius, o ninho parece mais adaptado a galhos ou raízes
penduradas.
Outra diferença é quanto às presas. S. fistularium procura
mais aranhas dos gêneros Gasteracantha e Micrathena, que não foram encontradas
na outra espécie de vespa.
Fontes:
An observation of the
parasitoid Melittobia australica Girault (Hymenoptera:
Eulophidae) and its host, the solitary wasp Sceliphron asiaticum (Linnaeus)
(Hymenoptera: Sphecidae) – 2014 – Entomologica Americana - Leonardo S. Carvalho, Marcus Vinicius O.
Bevilaqua, Ranyse B. Quirino
The comparative
distribution and population dynamics in Trinidad of Sceliphron fistularium
(Dahlbom) and S. asiuticurn (L.) (Hymenoptera: Sphecidae) - B. E. Freeman -
Biological Journal ofthe Linnean Sociely (1982)
sábado, 20 de maio de 2017
Anartiha amathea
Anartiha amathea
Classe: Insetos
Ordem: Lepdoptera
Família: Nymphalidae
Linda espécie, comum na América do Sul. Ocorre no Brasil,
Argentina, Bolívia, Paraguai, Uruguai, Colômbia, Chile e até Cuba. Em ambos os
lados dos Andes.
Habita jardins, clareiras, orquidários, beiras de rodovias,
campos e pastagens, mas também ocorre em áreas preservadas, como florestas
primárias e matas de galeria e ciliar. O máximo de altitude encontra é 1600
metros.
Ao que tudo indica, as lagartas se alimentam de plantas da
família Acanthaceae (exemplos: planta-mosaico, jacobínia-amarela, tumbérgia) e
os adultos de néctar.
Fontes:
http://www.amazonian-butterflies.net/
http://www.learnaboutbutterflies.com/
quinta-feira, 13 de abril de 2017
saracura-do-mato
saracura-do-mato (Aramides saracura)Classe: Aves
Ordem: Gruiformes
Família: Rallidae
Hoje vamos falar um pouco de uma espécie que ocorre no sudeste e no sul do Brasil, mais especificamente do norte do Rio Grande do Sul ao Nordeste de Minas e Espírito Santo. Ocorre também no sul do Paraguai e nas regiões de Corrientes e Missiones na Argentina (olhar mapa abaixo, à direita).
Espécie com cerca de 37 centímetros e 500 gramas de peso. As espécies do gênero Aramides são similares e A. saracura pode ser distinguível pela plumagem acizentada nas partes inferiores.

Habita áreas pantanosas e brejosas e também em matas ciliares. As fotos foram tiradas em locais e habitas diferentes. A foto da direita foi no Jardim Botânico de São Paulo, logo no córrego da entrada. Estava sozinha e procurando alimento. A foto da esquerda foi tirada na Fazenda Montanhas do Japi (Jundiaí), em uma área aberta adjacente à mata. Havia várias saracuras correndo pra lá e pra cá, próximas à sede da fazenda.

São onívoras. Se alimentam de ovos de anuros, mas provavelmente também comam insetos e pequenos animais. O indivíduo da Serra do Japi se alimentava das sementes do capim.
Ao que tudo indica, se reproduzem em arbustos próxi
mos ao solo, com 4 a 5 ovos. Não há dimorfismo sexual, ou seja, não dá para distinguir macho e fêmea apenas observando os indivíduos.
A saracura-do-mato está fora de perigo de extinção, mas suas populações aparentemente estão em declínio.
Fontes:
Aves do Brasil: uma visão artística - Tomas Sigrist
www.iucnredlist.org
www.wikiaves.com
sexta-feira, 7 de abril de 2017
araçari-de-bico-marrom
araçari-de-bico-marrom (Pteroglossus mariae)
Classe: Aves
Ordem: Piciformes
Família: Ramphastidae
Mais um belo araçari de distribuição amazônica. Seu nome é
interessante e a criatividade vai longe. Pteros significa asa e glossa, língua.
Mariae é homenagem à Grã-duquesa Maria, filha do Czar Nicolau I, da Rússia. O
Comitê Sul-americano de Classificação de Aves não a considera como uma espécie
plena, no entanto há controvérsias sobre a classificação da espécie. O Comitê
Brasileiro de Registros Ornitológicos, sim, considerada como uma espécie
separada.
Ocorre ao sul do rio Solimões, no Brasil, Peru e Bolívia.
Habita florestas até
1400 metros de altitude, em áreas de terra-firme e várzea, em bordas de mata e
fragmentos florestais. Tirei essa foto no Ramal 007, da Estrada da Emade, em
Tefé, em uma área relativamente bem
preservada, com interessantes fragmentos de floresta, recortados bom algumas
áreas de roça de mandioca.
Provavelmente, assim como outros Pteroglossus, se alimenta
de frutos (embaúbas, palmeiras) e pequenos animais, incluindo predação de
ninhos de aves.
Fontes:
www.wikiaves.com.br
http://www.museum.lsu.edu/~Remsen/SACCBaseline.htm
terça-feira, 4 de abril de 2017
rabo-branco-amarelo
Classe:
Aves
Ordem: Apodiformes
Família: Trochilidae
Sempre difícil de identificar as espécies desse gênero. O
canto é um grande diferencial, mas às vezes nem dá tempo de ouvir direito. E
beija-flores, sabe como são, muito rápidos, muitas vezes complicado de
observá-los com precisão.
Espécie amazônica, ao sul do Solimões. Além do Brasil,
também ocorre na Bolívia e no Peru.
O ninho de P. philippi, como os de seus congêneres, possui
forma cônica, com um adorno pendurado que pode ter a função de contrapeso. É
feito de material macio, como alguns tipos de paina e outros materiais
vegetais. São suspensos nas faces interiores de folhas de palmeiras,
samambaias, etc.
Se alimenta de néctar, mas também pode caçar pequenos
artrópodes.
A foto foi tirada no Ramal da Paz, no 12 km da Estrada da
Emade, em Tefé.
Fontes:
Ornitologia Brasileira - Helmut Sick
segunda-feira, 3 de abril de 2017
sagui-pigmeu
sagui-pigmeu (Cebuella pygmaea)
Classe: Mamíferos
Ordem: Primatas
Família: Callitrichidae
É o menor primata do Novo Mundo. Chega, no máximo, a cerca de 35 centímetros, contando com a cauda. Pesa menos de 100 gramas.
Ocorre ao sul do rio Solimões, a oeste do rio Purus, na Bolívia, Brasil (Amazonas, Acre e Rondônia), Colômbia, Equador e Peru.
Habita florestas nas margens dos rios, em áreas preservadas. Também podem ocorrer em florestas secundárias (a foto foi tirada no km 18 da Estrada da Emade, Tefé, na borda de uma mata secundária de terra firme).
É uma espécie primariamente arbórea, utilizando pouco o solo. Utiliza buracos nas árvores para se abrigar.
Vivem em pares e com seus filhotes. O macho ajuda na criação do filhote, carregando-o quando necessário. Normalmente nascem dois filhotes por ninhada, duas vezes ao ano.
Se alimentam de insetos e resinas das árvores (frutos provavelmente. O indivíduo da foto estava se alimentando de frutos de embaúba – Cecropia sp.).
A espécie é considerada comum, mas é de difícil observação. Está fora de perigo, mas a população está em declínio.
Fontes:
www.iucnredlist.org
Mammal of
the Neotropics (The Central Neotropics) – John Eisenberg e Kent Redford
terça-feira, 21 de março de 2017
Identificação das borboletas
Acho que em algumas postagens eu esqueci de dizer sobre duas pessoas muito importantes e que me ajudam na identificação das borboletas:
- Dra. Rosamary Vieira e Dr. Márcio Uehara.
Muito obrigado pela ajuda!
- Dra. Rosamary Vieira e Dr. Márcio Uehara.
Muito obrigado pela ajuda!
Anartia jatrophae
Anartia jatrophae
Classe: Insetos
Ordem: Lepdoptera
Família: Nymphalidae
Borboleta do continente americano, ocorre do centro-sul dos
Estados Unidos (pra onde migra) até a Argentina. Comum em áreas tropicais e
sub-tropicais.
Habita áreas abertas, úmidas e até locais mais urbanizados e
antropizados.
Dentre as plantas hospedeiras das lagartas estão o bacopá
(Bacopa monnieri), Ruellia, Blechnum, Phyla, erva-cidreira (Melissa
officinalis), Menta (Mentha sp) e erva-cidreira-brasileira (Lippia alba). Os
adultos se alimentam de erva-baleeira (Cordia verbenaceae), cipó-guaçu
(Caesaria sylvestris), picão-preto (Bidens pilosa) dentre outras.
Os machos patrulham ou perseguem outros machos (para
assegurar o uso das áreas de alimentação) e fêmeas para localizar as fêmeas
para se reproduzir. Um estudo no sul da Flórida demonstrou que os machos são
territorialistas.
A foto foi tirada na região da Estrada da Emade, no município de Tefé, Amazonas.
Fontes:
Host
plant-based territoriality in White peacock butterfly, Anarthia Jatrophae
(Lepdoptera: Nymphalidae)
http://www.butterfliesandmoths.org/species/Anartia-jatrophae
quarta-feira, 1 de março de 2017
bico-de-brasa-de-testa-branca
bico-de-brasa-de-testa-branca (Monasa morphoeus)

Classe: Aves
Ordem: Galbuliformes
Família: Bucconidae
Bonita e simpática espécie que ocorre em grande parte do Brasil (Mata Atlântica e Amazônia - Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Mato Grosso ao Acre) e na América Latina até Honduras.
Muito confiada, responde muito bem ao playback. Ao ouvir o som, chega perto e fica alguns minutos parada (provavelmente é um hábito do gênero, pois Monasa nigrifrons também deixa se aproximar bastante). Ocorre em bordas e no interior de matas, empoleirando nos estratos médio e alto das árvores. Já observei a espécie em alguns fragmentos de mata na região de Tefé (a foto foi tirada no Ramal da Paz, 12 km da Estrada da Emade), mas sempre naqueles mais bem preservados, mesmo que recortados por algumas áreas de roça.
Se alimenta de artrópodes. Assim como outras espécies da família, fica a espreita, no galho, e voa em direção ao inseto. Volta ao mesmo local ou próximo dele. Também pode seguir bandos mistos de aves e de macacos, capturando os pequenos animais que estão em fuga.
Nidificam em buracos no chão ou em barrancos. Deposita três ovos. OS filhotes são alimentados pelos pais e por outros indivíduos do bando (o máximo que vi juntos foram 4 indivíduos).
Está fora de perigo de extinção.
Fontes:
Ornitologia Brasileira - Helmut Sick
www.wikiaves.com
www.birdlife.org

Classe: Aves
Ordem: Galbuliformes
Família: Bucconidae
Bonita e simpática espécie que ocorre em grande parte do Brasil (Mata Atlântica e Amazônia - Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Mato Grosso ao Acre) e na América Latina até Honduras.
Muito confiada, responde muito bem ao playback. Ao ouvir o som, chega perto e fica alguns minutos parada (provavelmente é um hábito do gênero, pois Monasa nigrifrons também deixa se aproximar bastante). Ocorre em bordas e no interior de matas, empoleirando nos estratos médio e alto das árvores. Já observei a espécie em alguns fragmentos de mata na região de Tefé (a foto foi tirada no Ramal da Paz, 12 km da Estrada da Emade), mas sempre naqueles mais bem preservados, mesmo que recortados por algumas áreas de roça.
Se alimenta de artrópodes. Assim como outras espécies da família, fica a espreita, no galho, e voa em direção ao inseto. Volta ao mesmo local ou próximo dele. Também pode seguir bandos mistos de aves e de macacos, capturando os pequenos animais que estão em fuga.Nidificam em buracos no chão ou em barrancos. Deposita três ovos. OS filhotes são alimentados pelos pais e por outros indivíduos do bando (o máximo que vi juntos foram 4 indivíduos).
Está fora de perigo de extinção.
Fontes:
Ornitologia Brasileira - Helmut Sick
www.wikiaves.com
www.birdlife.org
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017
batuqueiro
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Família: Thraupidae
Bonita ave com o bico alaranjado e o pescoço e garganta
pretos. Possui cerca de 20 centímetros.
Ocorre em grande parte do centro-sul e nordeste do Brasil.
Também no Paraguai e na Bolívia.
Habita áreas abertas, campos cerrados, campos cerrados e
caatingas. Sua alimentação é baseada em frutos e artrópodes.
Se reproduz bastante, cerca de duas a três vezes ao ano. A
fêmea deposita dois a três ovos, que demoram, mais ou menos, duas semanas para
eclodirem.
Está fora de perigo de extinção.
Fontes:
www.wikiaves.com
www.iucnredlist.org
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017
Temenis laothoe
Temenis laothoe
Classe: Insetos
Ordem: Lepdoptera
Família: Nymphalidae
Cada vez mais tenho vontade de tirar fotos de borboletas e
mariposas (Butterflywatching?), mas é muito difícil achar informações sobre
ambas. Mariposas, então, nem se fala. Até descobrir qual a espécie é
complicado. A grande maioria das identificações de lepdopteros que tenho
agradeço à professora Dra. Rosamary
Vieira e ao Dr. Márcio Uehara.
Não é diferente com a Temenis laothoe, espécie tropical,
cuja distribuição inclui Brasil, Colômbia, Equador, Paraguai, Guiana Francesa,
Costa Rica, El Salvador, Honduras e México.
Habita áreas florestais. A foto foi tirada na margem de um
igarapé bem longe da cidade de Tefé (cerca de 15 km de estrada de asfalto, mais
uns 5 km mata adentro), mas próximo a comunidades e roçados.
Adultos se alimentam de néctar e plantas em decomposição. Dentre
as plantas hospedeiras das
lagartas, estão algumas das famílias Malpighiaceae e
Sapindaceae.
Fontes:
http://www.amazonian-butterflies.net
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017
Taygetis cf sosis
Taygetis cf sosis
Classe: Insecta
Ordem: Lepdoptera
Família: Nymphalidae
Mais uma borboleta com pouca informação. Ocorre do sul do
México ao Brasil, Peru e Suriname.
De acordo com o estudo encontrado, Taygetis sosis, assim
como alguns de seus congêneres, costuma se associar em áreas com grande
quantidade de cipós e lianas, provavelmente seguindo a distribuição de suas
plantas hospedeiras e que servem de alimento para os adultos.
As espécies do gênero costumam utilizar gramíneas como
hospedeiras.
Fontes:
Effect of
Tree-Fall Gaps on Fruit-Feeding Nymphalid Butterfly Assemblages in a Peruvian
Rain
Forest – 2013 - Sylvia Pardonnet, Harald Beck, Per Milberg and Karl-Olof
Bergman
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